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Temer retoma entrega da base de Alcântara para os EUA

Data: 24/01/2017 
Autor: Rogério Lessa

No final de seu segundo mandato, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso cedeu aos EUA, através de contrato, uma extensa área da base de Alcântara, no Maranhão. Praticamente a metade da área. A iniciativa foi abortada pelo ex-deputado Waldir Pires. Agora Temer e seus aliados querem retormar o espírito do projeto.

 

O vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, lembra que Alcântara é a melhor base para lançamento de foguetes do mundo, por estar próxima à linha do Equador. "Ali a velocidade tangencial da terra é máxima, o que propicia uma economia acima de 30% de combustível, o item mais pesado no custo de lançamento de foguetes", pondera Siqueira, acrescentando que se o Brasil utilizasse corretamente essa base, seria imbatível no comércio internacional de comunicação via satélite. "Portanto, os EUA têm uma enorme ambição pelo domínio dessa base privilegiada", frisa.

 

"Na época, FHC, que era muito chegado ao então presidente americano Bill Clinton, fez um contrato que feria profundamente a soberania nacional", prossegue o vice da AEPET. Entre outras cláusulas lesivas à pátria brasileira, o documento continha os seguintes artigos:

 

1. O Brasil não poderia aplicar a renda do aluguel na melhoria da base

 

2. Os EUA controlariam totalmente a área que lhes seria cedida. Os brasileiros só poderiam entrar nessa área com autorização dos americanos

 

3. Os EUA teriam direito de enviar containers cujo conteúdo não poderia ser inspecionado pelo Brasil. Ou seja, poderia ser montada uma base militar de lançamento de foguetes e outros artefatos sem que o Brasil os controlasse. 

 

Em 2003, o deputado Waldir Pires, nacionalista, conseguiu anular esse acordo de uma forma magistral sem xenofobia ou qualquer incidente diplomático.

 

Cancelado o acordo, pouco tempo depois houve um acidente suspeito na base de Alcântara que matou os 22 engenheiros especialistas em lançamento de foguetes espaciais. Isto atrasou o Brasil em pelo menos 20 anos na área de lançamento de foguetes.

 

Depois o Brasil fez um acordo com a Ucrânia, com troca de tecnologia, mas os EUA, que dominam a Ucrânia, impediram que ela transferisse tecnologia para o Brasil. Esse acordo está sendo desfeito pelo atual governo. Agora Temer, que segundo comentarias internacionais respeitados, foi colocado no poder por um golpe orquestrado pelos EUA, vai retomar o pernicioso contrato com aquele país. 

 

"A sociedade brasileira não pode aceitar mais esta agressão à soberania nacional", resume Siqueira

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