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A indústria brasileira e os empregos na China

03 Abril Escrito por  Alexandre Wollmann Lido 644 vezes

presidenteSengeRS  Estados Unidos assumiram uma posição nacionalista

O papel e a importância do setor industrial são fatores diretamente proporcionais ao nível de desenvolvimento socioeconômico das nações.

Embora os serviços tenham assumido uma relevância e um protagonismo cada vez maiores e a agricultura venha demonstrando fôlego invejável na sustentação do crescimento, torna-se imprescindível um olhar apurado à indústria brasileira, cercada de ameaças amplamente mapeadas: solavancos do PIB, a imbatível competitividade dos chamados tigres asiáticos, as taxas de juros aviltantes, a pesada carga tributária, as deficiências logísticas, a falta de uma política industrial clara, o custo Brasil, entre outros.

O que devemos evitar neste cenário é o acréscimo deliberado de novos riscos que venham a colocar uma definitiva pá de cal nas legítimas e inarredáveis pretensões de sermos, um dia, tomara, uma potência industrial. A abertura geral do mercado ao capital internacional na forma de concessões à exploração, como no caso do pré-sal, ou através das privatizações, a exemplo do que desejam implementar na Eletrobrás e demais empresas do setor elétrico, tende a acarretar também a internacionalização dos fornecimentos, desidratando ainda mais a indústria nacional, no sentido contrário do que desejamos e necessitamos. O cancelamento das encomendas das plataformas da Petrobrás no Polo Naval de Rio Grande, substituídas por contratos com empresas chinesas, além de gerar profunda recessão na Região Sul do RS seguida de consequências sociais calamitosas, exemplifica quanto é caolha a adoção irrestrita de regras de um mercado globalizado.

Até mesmo os Estados Unidos assumiram uma posição nacionalista ao implementar com todas suas forças uma política econômica que passou a favorecer sua indústria, gerando empregos e tributos a partir de uma agenda positiva favorável aos seus interesses como nação. No Brasil, pelo andar da carruagem, não parece absurdo que empregos sejam fechados em Rio Grande para serem abertos na China.

Alexandre Mendes Wollmann é Engenheiro Mecânico – Presidente do SENGE-RS

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