Presença militar dos EUA aumenta risco de ataque ao Irã

Especialista ainda vê chance de paz

Publicado em 20/02/2026
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A probabilidade de agressão dos EUA contra o Irã é alta, embora ainda exista uma janela de oportunidade para uma resolução pacífica, afirma à Sputnik o especialista militar Yury Lyamin, pesquisador sênior do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias (CAST).

 

O especialista destaca que os EUA estão reunindo uma grande força integrada na região:

Caças F-22, F-35, F-15 e F-16

Aeronaves de guerra eletrônica E/A-18G

Aeronaves de ataque ao solo A-10

Aeronaves de retransmissão de comunicações EA-11A BACN

Aeronaves de patrulha marítima P-8A

Aeronaves de inteligência de sinais RC-135V

Aeronaves de alerta aéreo antecipado e controle (AWACS) E-3

Numerosos aviões-tanque de reabastecimento aéreo KC-135 e KC-46

Sistemas de defesa antimíssil THAAD e sistemas de defesa aérea Patriot

Porta-aviões nucleares Abraham Lincoln e Gerald R. Ford, destróieres da classe Arleigh Burke, etc

Bombardeiros estratégicos, desde o B-52H até o B-2A, provavelmente serão mobilizados em caso de conflito.

 

"Quanto mais forte se torna o acúmulo de forças dos EUA, maior a probabilidade de os EUA tentarem realizar um ataque imediato com mísseis de máxima intensidade contra a liderança e a estrutura de comando iraniana, postos de comando e centros de comunicação importantes, posições conhecidas de mísseis e entradas para bases subterrâneas de mísseis etc.", afirma Lyamin.

 

Ainda não está claro, no entanto, qual caminho será escolhido por Washington, de acordo com o especialista militar.

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Como o Irã poderia responder?

"Para o Irã, qualquer atraso seria perigoso, e precisa fazer todos os esforços para detectar os primeiros sinais de um ataque dos EUA e lançar ataques retaliatórios ao primeiro indício de que as hostilidades começaram", alerta Lyamin.

Os Estados Unidos mantêm uma ampla rede de bases e instalações militares distribuídas pelo Oriente Médio, com presença estratégica no Catar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque — incluindo o Curdistão Iraquiano —, além de posições importantes na Turquia e na Jordânia, consolidando sua capacidade de projeção de força e resposta rápida na região.
Em caso de guerra, espera-se que o Irã ataque todas as bases norte-americanas dentro do alcance de seus mísseis e drones, de acordo com o especialista.

Fonte(s) / Referência(s):

Jornalismo AEPET
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