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Informe-se sobre a trajetória e propostas de atuação de Christian Queipo, candidato ao CA da Petrobras

16 Janeiro Lido 5639 vezes

"O governo impopular de Michel Temer não duvidou em traçar o caminho deste novo ciclo extrativo neocolonial"

Nenhum país se desenvolveu exportando petróleo por multinacionais” 

 

Christian Queipo

Eleito para o cargo de Diretor Administrativo da AEPET para o triênio 2018-2020, Christian Alejandro Queipo é candidato a integrar, pelo voto dos funcionários, o Conselho de Administração da Petrobrás. Christian possui graduação em Engenharia Química (Universidad de Buenos Aires, 2001) e doutorado em Ciências (PEQ/COPPE/UFRJ, 2008). Ingressou na Petrobras em 2007 no cargo de Engenheiro de Processamento. Trabalha na Engenharia Básica de Gás Natural e Energias Renováveis, com foco no desenvolvimento de tecnologias para produção de biocombustíveis de segunda geração.

A AEPET apoia a candidatura de Christian a conselheiro da Petrobrás. Ele nos fala, a seguir, sobre sua história e principais propostas:

 

Um pouco da minha experiência

christian

No início dos anos 1990, durante minha formação como Técnico Químico numa escola técnica do cordão industrial de Buenos Aires, tinha entre os meus professores um pesquisador aposentado dos Laboratórios de YPF (análogo do nosso CENPES). Com orgulho ele lembrava da história daquela grande empresa, ao tempo que nos advertia dos tempos sombrios que estariam por vir. Afinal, naquela época começava o processo de privatização e desnacionalização da YPF, com as seguintes características:

- Produção predatória de jazidas existentes
- Priorização das exportações
- Internacionalização dos investimentos
- Abandono da prospecção em geologias de alto risco
- Geração de valor para o acionista em detrimento do interesse público
- Encerramento das atividades de pesquisa e desenvolvimento
- Demissão em massa de pessoal próprio (superior a 80%) e terceirização de atividade fim (operação, manutenção, engenharia)

Os resultados não demorariam em vir: o pico de produção de óleo ocorreu em 1998 e o de gás natural em 2005. Dependente da geração termelétrica, a Argentina tornou-se importadora de gás natural em 2009. A disponibilidade de energia per cápita dos argentinos está em queda desde 2007. Na renacionalização, durante o governo de Cristina Kirchner, recebeu o espólio do que foi um dia uma grande empresa, com redução de 60% e 77% das reservas de óleo e gás, respectivamente, em relação ao cenário recebido pela Repsol em 1999. Resumido em uma palavra: pilhagem.

É isso que queremos para o Brasil? É esse o destino da Petrobras?

Neocolonização

O governo impopular de Michel Temer não duvidou em traçar o caminho deste novo ciclo extrativo neocolonial:

1- Fim da liderança da Petrobras como operadora única no pré-sal

2- Privatização dos ativos e desintegração da Petrobras

3- Renovação dos subsídios à importação do REPETRO

4- Redução das metas do conteúdo nacional

5- Aceleração dos leilões de privatização do petróleo

6- Apropriação do petróleo excedente da Cessão Onerosa

7- Redução dos impostos sobre a renda petroleira

8- Privatização do petróleo da Cessão Onerosa

9- Abertura do mercado de trabalho para estrangeiros

10- Desvio da obrigação contratual do investimento em Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação (PD&I) no Brasil

É importante salientar: nenhum país se desenvolveu exportando petróleo por multinacionais. O valor agregado ao recurso fóssil gera empregos de qualidade e bem-estar na metrópole. O produtor primário assume o passivo ambiental e social na fase de declínio.

É responsabilidade de todos frear este saque. E nós petroleiros temos grande responsabilidade nesta tarefa. Com nosso trabalho diário disponibilizamos a energia que os outros setores da economia precisam para operar. Mas não é suficiente, como coletivo devemos:

- Olhar para além do Pré-Sal, pois também este terá seu ciclo.
- Enxergar novamente a Petrobras na vanguarda da produção de energia para o desenvolvimento nacional.
- Desmistificar a necessidade de fragmentação da empresa para atingir indicadores de alavancagem arbitrários.

Na AEPET temos feito exatamente isso, desde antes do golpe parlamentar de 2016. É meu compromisso como candidato ao Conselho de Administração continuar com esta tarefa durante o meu mandato.

Propostas do Candidato

- Propor revisões ao PNG de modo a reorientar, de forma responsável, as atividades da Companhia como empresa de energia integrada e em transição à economia pós-fóssil.

- Marcar um contraponto à gestão atual no tocante aos desinvestimentos, questionando os critérios aplicados para justificar a venda de ativos caso a caso.

- Sugerir mudanças na gestão dos empreendimentos da companhia mediante a internalização das funções de gerenciamento, compra de materiais e equipamentos e fiscalização de obras, reduzindo ao mínimo contratos de amplo escopo (EPC).

- Solicitar avaliação estratégica dos resultados da política de preços de derivados em termos de impactos no caixa e projeção de participação de mercado.

Última modificação em Quinta, 18 Janeiro 2018 16:40
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