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Desativação da FAFEN-BA e da FAFEN-SE

19 Março Lido 3348 vezes

A AEPET recebeu com surpresa e indignação a notícia de que a Petrobrás resolveu interromper as atividades da FAFEN-BA e da FAFEN-SE.

Segundo a nota, a “hibernação” das unidades está alinhada com as diretrizes do Plano de Negócios e Gestão 1918/2022 de “saída integral da produção de fertilizantes...a decisão de encerrar as atividades produtivas das unidades se deve às perspectivas de perdas da companhia com estas operações”.

As grandes empresas internacionais de petróleo são integradas e possuem seu segmento na área de fertilizantes, como alternativa para o gás produzido. São de rentabilidade reduzida quanto à valorização do gás vendido, assim como as térmicas, mas estratégicas por serem uma alternativa para produtos de baixo consumo.

Os fertilizantes não produzidos serão importados, agravando as contas do país, que já é obrigado a trazer do exterior mais de 75% do necessário para o abastecimento do mercado interno e para a exportação.
Apesar de ser uma potência agrícola, o Brasil é extremamente dependente de insumos externos.

Este é um caso didático da importância das empresas estatais para o país. Os investimentos no segmento foram feitos pela Petrobrás. No período das privatizações, na década de 1990, o setor foi doado quase integralmente para a iniciativa privada.

A FAFEN-PR, privatizada em 1993, retornou ao controle da Petrobrás em 2013, para ser recuperada e continuar sua produção.

Num momento de recessão econômica e desemprego, é uma atitude contra os interesses do Brasil. O bom senso recomenda que a Petrobrás negocie soluções com os governos Federal e estaduais, como forma de compensar a companhia por eventuais perdas, preservando empregos e os interesses do país e da empresa, mantendo as unidades em operação.

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