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A fantasia da base militar dos EUA no Brasil

07 Janeiro Escrito por  André Araújo Lido 968 vezes

andreAbaixo um extenso relatório de uma ONG de observação do Pentágono

sobre as dotações orçamentárias para o ano fiscal de 2019. No grupo de despesas para as bases militares dos EUA no exterior, que são 883, das quais 121 no Japão, 120 na Alemanha e 78 na Coreia do Sul.

https://popularresistance.org/2019-defense-budget-supports-883-overseas-bases-and-is-lethal-to-humanity/

A implantação de uma base no exterior precisa estar designada no Orçamento a ser aprovado no Congresso dos EUA. Não há dotação para nenhuma base nova, a tendência é fechar bases e não abrir novas. Os EUA tinham ao fim da Guerra Fria 2.000 bases, fecharam mais de 1.000, na América do Sul uma grande base, a de Manta, no Equador, neste caso por exigência do então Governo de Rafael Correa.


Agora, com a Câmara dos Representantes sob controle dos Democratas, uma nova base no Brasil DIFICILMENTE será aprovada.

Portanto não basta o Secretario de Estado Mike Pompeo achar ótima uma base no Brasil, é preciso que o Congresso, as duas Casas, aprovem a dotação.

Tudo isso apenas no aspecto do BUDGET, sem falar sobre outros fatores já mencionados como OBJETIVO, LOCALIZAÇÃO, SOBERANIA, IMUNIDADES.

Para 2019 só o custeio das bases já existentes consumirá US$ 50, 4 bilhões, valor que está na Proposta de Orçamento para 2019.

Hoje a lógica do Pentágono é a base naval em porta-aviões nucleares, que podem atingir qualquer lugar, sem falar nos submarinos, arma de ataque. O próprio Presidente Trump tem sugerido o fechamento de bases na Coreia do Sul para economizar dinheiro do contribuinte.

A maioria das operações no Oriente Médio sobre o Afeganistão, Siria e Iraque partem de porta aviões e não de base em terra.

A lógica é obvia, uma base em terra uma vez instalada não pode ser levada embora, é dinheiro enterrado, para que se tudo pode ser feito a partir de porta-aviões que sempre serão dos EUA? A lógica das bases em terra acabou e hoje a preocupação do Pentágono é fechar bases para economizar escassos recursos orçamentários.

Assim, esse tema de base militar americana no Brasil é fora de tom, de época, de razão estratégica, é um tema apenas politico. Nesse ponto coincide a visão dos militares americanos e dos brasileiros. Políticos como Pompeo e Ernesto Araujo agitam o tema mas a lógica militar é que manda.

Também do ponto de vista politico o tema é delicado. Base militar de um Pais em outro sugere uma OPÇÃO COLONIAL ou por resultado de guerras como no caso das bases na Alemanha, Japão e Coreia do Sul, cuja lógica vem de um conflito anterior, a Segunda Guerra, a Guerra Fria e a Guerra da Coreia; Uma base no Brasil só teria algum sentido se o Brasil estivesse sob ameaça de invasão, mas quem seria o invasor?

Hoje a grande preocupação do Pentagono é a expansão territorial chinesa no Mar do Sul da China e todos os recursos vão nessa direção.

Fonte: GGN

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