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Para geólogo, Petrobrás deveria explorar todo o excedente da Cessão Onerosa

24 Maio Lido 2509 vezes

No entanto, mesmo parcial, exploração é bom negócio

A Petrobrás manifestou ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) o interesse em exercer o direito de preferência no leilão dos volumes excedentes ao Contrato de Cessão Onerosa no regime de Partilha de Produção. A Diretoria Executiva aprovou a manifestação do interesse nas áreas de desenvolvimento de Búzios e Itapu, com percentual de 30%, considerando os parâmetros divulgados na Resolução do CNPE e na Portaria do Ministério de Minas e Energia (MME). O valor correspondente ao bônus de assinatura a ser pago, caso haja confirmação do percentual de participação nos termos acima pelo CNPE, será de aproximadamente R$ 20,9 bilhões.

De acordo com o site Petronotícias, a Petrobrás poderá ampliar sua participação mínima de 30%, na data de realização do leilão, para as áreas de desenvolvimento nas quais manifestou o interesse em exercer seu direito de preferência. Em relação às áreas nas quais não manifestou o interesse no direito de preferência, a Companhia poderá participar em condições de igualdade com os demais licitantes, seja como operador ou não-operador. 

Na opinião do geólogo Luciano Seixas Chagas, os potenciais 10 bilhões de barris excedentes nas áreas sob contrato de cessão onerosa deveriam ser exploradas totalmente pela Petrobrás. Isto porque, a despeito do que dizem a mídia e o governo, a empresa já arcou com os riscos inerentes à delimitação das áreas e já deveria ter feito os investimentos para o desenvolvimento da produção, como a contratação das FPSO’s, dutos, logística etc.

"Estava a Petrobrás quebrada, como propalado, sendo salva pelos messias do Temer e Bolsonaro? Foi irresponsável a diminuição dos investimentos nos últimos anos, resultando na abominável crise de desemprego que assola o País e a sua Engenharia, as atividades de P&DI, etc., todas sob a égide de mentiras que construíram o mito da Petrobrás quebrada"

No entanto, dadas as condições atuais, Luciano considera correta a decisão de exercer o direito de preferência. "Além de ser um excelente negócio (da ordem de 35 mil barris/dia/poço, com as melhores produções médias mundiais) a Petrobrás já está bem posicionada nas áreas, tendo vantagens estratégicas e econômicas, e pode fazer propostas mais vantajosas para o governo em termos de óleo, como também já tem escala para a produção mais rentável instalada com grande vantagem na composição dos Capex’s futuros para investimentos nas área vizinhas."

Para o geólogo, nunca é demais lembrar "que o senhor Pullen Parente praticamente entregou de graça a área de Carcará e Guanxuma e depois a de Carcará Norte", por não exercer os direitos de preferencia que detinha. "E não foi por inocência ou falta de aviso que deixaremos de ampliar a produção de gás da Petrobrás em pelo menos 35 MM3/dia, que será proveniente de Carcará, ou em 70 mm3/dia, se incluirmos Carcará Norte, praticamente doados a Equinor e depois a Exxon." Para o geólogo, os diretores que se abstiveram de exercer o direito da Petrobrás sabiam dos estragos que causariam "em nome e louvor do endeusado mercado”, resume.

Última modificação em Sexta, 24 Maio 2019 19:36
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