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Petrobrás - a verdade

22 Junho Escrito por  George Torres Barbosa Lido 429 vezes

face-homemFHC levou a Petrobrás a vender a maioria das suas ações preferenciais na bolsa de Nova York por meros 5 bilhões.

A Petrobrás valia menos de 15 bilhões. Na governo horrível do PT, a Petrobrás chegou a valer 275 bilhões. Por aí se vê o tamanho da doação de FHC que entregou mais da metade das ações pelos meros 5 bilhões. Além de sucatear e impedir a Petrobrás de ampliar suas reservas de petróleo os seus investimentos em novos projetos. Ao contrário, FHC vendeu na bacia das almas toda a petroquímica e area de fertilizantes, bem como a  Refinaria Alberto Pasqualini. Tudo isso foi recuperado por Lula.

Mas a metade das ações já estava em Nova York e , portanto, a Petrobrás submetida à legislação norte-americana e normas contábeis internacionais.

Só não se perdeu o controle da União sobre a Petrobrás, em 1995, por causa das ordinárias nomitaivas que, embora em minoria na composição societária, são as únicas que tem direito a voto na assembleia geral. Assim, a União segue elegendo a maioria do Conselho de Administração com base nas ordinárias nomitaivas. Porém, a maioria dos dividendos vão para os fundos abutres desde 1995.

Lula recuperou a petroquímica e área de fertilizantes, bem como a Refinaria Alberto Pasqualini.  Recuperou a indústria naval e a nossa construção pesada nacional destruídas por FHC, as quais são imprescindíveis para a defesa nacional. Tanto que a Odebrecht estava fazendo submarinos nucleares em Itaguaí e provendo, através da subsidiária Mecatron, o aparato cibernético do SISFRON que conjuga radares e telemática das nossas fronteiras, durante o governo horrível do PT. Tudo isso antes de Lula estava nas mãos da Raytheon, empresa vinculada à CIA, sobretudo o SIVAM, na era FHC. Agora, depois do golpe das pedaladas imaginárias, tudo voltou para as mãos de empresas dos EUA e  israelenses como a Ebitz.

Mas a Odebrecht só chegou a este patamat, bem como as demais empreiteiras nacionais, em virtude das encomendas de navios e plataformas pela Petrobrás, sob a orientação de Lula, segundo a qual, O QUE PODE SER FEITO NO BRASIL, TEM QUE SER FEITO NO BRASIL.

Durante a ditadura militar,  a Shell deteve os blocos de petróleo nos quais a Petrobrás viria a descobrir o pré sal. Como a Shell não quis investir e nem desenvolver a tecnologia off shore para encontrar o pré sal, ela devolveu o que a ditadura lhe havia entregue sob o famigerado regime dos contratos de risco.

A ANP, agora sob a constituição cidadã, licitou os blocos devolvidos pela Shell, que foram arrematados pela Petrobrás.

Sob a liderança do geólogo, então aposentado e dedicado a presidir o PT de Nova Friburgo, Guilherme Estrela, que já havia descoberto o campo mega gigante de Majnoon no Iraque, nos anos 80, a Petrobrás chegou ao campo descobridor de Paraty, em 2008,  para o qual foi desenvolvida tecnologia de águas ultra profundas, laureada com 3 prêmios OTC, em 2015, nos EUA .
Também em 2015, sob intenso linchamento midiático, a Petrobrás se tornou a maior geradora de caixa livre, dentre todas as empresas de petróleo do mundo com ações em bolsa.


O pré sal é a maior descoberta de petróleo dos últimos 60 anos e, por isso, Lula lutou por 3 anos, arduamente, para aprovar no parlamento, um novo modelo regulatório para o pré-sal.
O regime de partilha reserva 50 por cento da produção de óleo e gás para a União, dos quais 75 por cento para educação, o restante para saúde e financiamento da ciência e tecnologia. Alem da política de conteúdo local que com reserva de até 70 por cento das encomendas e empregos para os brasileiros.
O governo horrível do PT também avançou na pesquisa e realização de projetos de biodiesel em associação com a agricultura familiar, hoje tão atacada. Durante a gestão do diretor Ildo Sauer, engenheiro e físico nuclear, a Petrobrás foi aproada no rumo de uma empresa de energia, colimando o ponto de mutação das energias fósseis para renováveis, chegando a ser a segunda geradora de energia elétrica do país, atrás apenas da Eletrobras.


O regime de partilha, com muitas vantagens, substituiu, no polígono do pré-sal, o regime de concessão do FHC, no qual se dá uma bijuteria de lata para a União e leva a barra de ouro inteira pra casa. No modelo de partilha, criado por Lula, metade da barra de ouro fica com a União, além do lance pago no ato da arrematação do bloco a ser pesquisado. Por isso que o tucano de bico longo, José Serra, prometeu à Chevron, dentro do consulado dos EUA, durante a eleição de 2009, que não se preocupassem com a política nacionalista de Lula pois eles voltariam ao poder e reverteriam à política entreguista de FHC. Como os tucanos seguiram perdendo eleições presidenciais consecutivas para o PT, deflagraram a guerra híbrida contra o Brasil, a partir dos EUA e Israel, manobrando seus asseclas encastelados no aparelho de estado brasileiro e a mídia amestrada que construiu o senso comum de ódio à esquerda e ao PT em particular, inoculando o vírus de estado midiático policialesco. Tudo ao arrepio da Constituição Federal, inclusive colaboração clandestina com procuradores norte-americanos, suíços,  CIA e FBI, agindo contra a Petrobrás, as empreiteiras nacionais, a Embraer, a Braskem e inúmeras outras, destruindo capacidade operativa, tecnologia nacional e milhões de empregos.

A histeria lavajateira, insuflada pela Globo estadão e outros órgãos de imprensa, apontou um desvio de 6 bilhões de reais, reconhecido no balanço da Petrobrás, durante o período de 2004 a 2013. Sucede que, neste mesmo período a Petrobrás faturou 2,4 trilhões de reais, o que tornava o desvio resultante de superfaturamento imperceptível para qualquer sistema de compliance, sendo considerado imaterial, segundo as regras contábeis internacionais.

Nem os auditores externos internacionais puderam detectar pois o desvio era imaterial, diante do faturamento de 2,4 trilhões. Nem, tampouco, o TCU, como se poderia imputar à Lula essa mediunidade. Lembre-se que, ainda em 2012, Dilma Rousseff defenestrou da diretoria da Petrobrás, os famigerados Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, Pedro Barusco, todos eles guindados à diretoria em estrita observância ao plano de sucessão da Petrobrás, vigente desde FHC, quando já tinham experiência de diretoria em subsidiárias ou topo da carreira gerencial. Esses gestores antes foram exonerados antes mesmo, da eclosão da operação lava jato que é de 2014, e contou com o auxílio luxuoso da espionagem norte-americana denunciada por Eduard Snowden.

Ademais, a Petrobrás não usa recursos públicos provenientes de impostos. Toda a sua receita é auferida no competitivo mercado capitalista de petróleo. Recursos públicos são mera ficção jurídica na Petrobrás que é uma sociedade de economia mista com autonomia financeira em relação ao Tesouro Nacional. Aliás, o fluxo de recursos financeiros é da Petrobrás para a União, que a maior contribuinte de todos os impostos federais, estaduais e municipais. Além de royalties do petróleo de valor inestimável.

Quando se fala dos milhões devolvidos pelos delatores, se esquece de ver o prejuízo bilionário causado pela lava jato à Petrobrás e diversas empresas brasileiras, como a Embraer, a Braskem e dezenas de outras, devido à colaboração ilegal e clandestina com outros países que se livraram de concorrentes brasileiros, como por exemplo a Odebrecht ao construir o aeroporto de Miami. Não só obras na América Latina e África , com apoio do BNDES, conforme idealizou o general Geisel, criador do Proex, e do pragmatismo responsável que o levou a reatar relações com a China comunista e reconhecer os governos marxistas de Angola e Moçambique, por exemplo, visando projetar a engenharia nacional nestes países. Não foi Lula da Silva quem inventou isso. Mas o governo horrível do PT foi além do general Geisel e criou o BRICS e o seu banco de fomento mais poderoso do que o Banco Mundial. Esse arranjo formidável da política externa altiva e ativa do Lula se materializou em Fortaleza. Tinha que ser alvejado pelo tio Sam, como também aconteceu com a Índia, agora na mão da direita e, não mais, do partido de Ghandhi e Nehru.

Além dos prejuízos de toda a ordem causados pelos lavajateiros, enfiaram escritórios de advocacia norte-americanos dentro da Petrobrás, ganhando bilhões, não para defender a Petrobrás, mas sim para espionar os seus empregados, como fizeram no BNDES também. Lá no BNDES chegaram para abrir a caixa preta com o escritório dos EUA, Gotlieb, que recebeu 45 milhões e nada encontrou. Durante a histeria persecutória da lava jato, chegaram a prender vários empregados, inclusive uma grávida,  durante licença médica. Pois esse mesmo Gotlieb já recebeu na Petrobrás mais do que 2 bilhões, indicado pelo Departamento de Justiça dos EUA, para espionar 2 mil empregados da Petrobrás sem nada encontrar, após 3 anos de devassa, o que levou o ex presidente Castelo Branco a pedir desculpas aos empregados. Como o Moro pediu desculpas ao ministro Teori Zavaski por grampear Dilma Rousseff  e continuou perpetrando arbitrariedades em conluio espúrio com os EUA.

George Torres Barbosa
Filiado ao SINDIPETRO há 31 anos.
Diretor jurídico da AEPET,  no biênio 2015 e 2016.

Última modificação em Terça, 22 Junho 2021 17:26
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