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Produção da Replan, maior refinaria da Petrobrás, caiu 85% em setembro

Publicado em 22/11/2021 Escrito por  Andreza de Oliveira Lido 731 vezes

Motivada por uma parada de manutenção em uma unidade de hidrotratamento de diesel, diminuição do processamento de derivados de petróleo abriu ainda mais espaço para a importação de combustíveis


No fim de setembro, a Refinaria de Paulínia (Replan), maior do Sistema Petrobrás, registrou a menor produção do ano. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram processados 1.546.811 metros cúbicos de derivados de petróleo, um volume 85% menor do que o registrado em agosto.

Para o economista e assessor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cloviomar Cararine, o resultado é um aumento ainda maior das importações de combustíveis. “Isso favorece o aumento da importação, então é importante que a unidade aumente sua carga de processamento [nos próximos meses]”, informa.

O aumento da importação, inclusive, é alvo de críticas de especialistas e defensores da Petrobrás enquanto empresa pública. “O certo é a construção de mais duas ou três refinarias estatais para que seja possível suprir a demanda nacional, senão sempre correremos o risco de desabastecimento com qualquer aumento de consumo, porque a companhia não tem capacidade de abastecer todo o mercado de derivados”, explica Cararine.
O que causou a queda na produção da empresa?

Em comunicado, a companhia atribuiu a queda à parada programada para a manutenção de uma parte da unidade de Hidrotratamento de Diesel (HDT), que durou 20 dias no mês de setembro.

Responsável pela produção de diesel, querosene de aviação, gasolina e gás de cozinha, a Replan atende o interior paulista, sul e triângulo mineiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Goiás, Brasília (DF) e Tocantins.

Segundo Cararine, justamente por se tratar de uma parada na maior refinaria da Petrobrás, é normal esperar esse efeito, ainda que, para ele, o aumento dos preços não tenha relação direta com o ocorrido. “Se você produz menos, o preço sobe, mas o principal motivo dos aumentos não é esse e sim a política de preços da Petrobrás que precifica o derivado nacional de acordo com o importado”, avalia.

Fonte: https://petroleodosbrasileiros.com.br/producao-da-maior-refinaria-da-petrobras-diminuiu-85-no-mes-de-setembro/

Última modificação em Segunda, 22 Novembro 2021 17:36
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