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Contratar plataformas no exterior tira 1,5 mi de empregos do Brasil

Publicado em 11/08/2022

Cada emprego direto no segmento gera cerca de 5 indiretos

Até 2026, a Petrobras colocará 14 plataformas para operar nas bacias de Campos e Santos; 10 delas já estão com suas obras contratadas no exterior, sendo 7 na China, 2 em Singapura e 1 na Coreia do Sul. Essa política está exportando o emprego do Brasil para a Ásia, protesta a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Segundo dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), cada bilhão de investimento na construção de plataforma gera 26,3 mil empregos. Por exemplo, o FPSO Maria Quitéria, que tem investimento estimado de R$ 5,6 bilhões, deve gerar 148 mil empregos, mas na Ásia. Esta embarcação vai operar a partir de 2024 no Parque das Baleias, na porção capixaba da Bacia de Campos.

As dez plataformas já contratadas no mercado asiático pela Petrobras devem representar exportação de mais de 1 milhão de empregos: "Se todas essas plataformas tiverem um investimento similar ao do FPSO Maria Quitéria, a exportação total de empregos será de 1,47 milhão de trabalhadores", calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

A política posta em prática pelo governo Bolsonaro contrasta com a que vigorou durantes os governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2014, os estaleiros contavam com 82.472 empregos diretos, e o País Brasil tinha uma das maiores carteiras de encomendas de plataformas de produção do mundo, de acordo com estatísticas do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).

Cada emprego direto no segmento gera cerca de 5 indiretos, o que levava a mais de 400 mil trabalhadores. Em maio de 2022, a indústria naval, por falta de encomendas, empregava apenas 21.447 trabalhadores.

Fonte: Monitor Mercantil

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