O aumento dos pagamentos de juros aumentou ainda mais o tamanho total da dívida pública estadunidense. Relatório mensal do Departamento do Tesouro mostra que o governo incorreu num déficit fiscal de US$ 1,367 trilhão nos primeiros nove meses do ano fiscal de 2026 (com início em 1º de outubro de 2025), com pagamentos líquidos de juros no valor de US$ 827 bilhões no período, valor inferior apenas aos gastos com a segurança social, que somam US$ 1,244 trilhões.
A dívida pública dos EUA ultrapassou US$ 30 trilhões em janeiro de 2022, passou de US$ 39 trilhões em março de 2026 e atingiu US$ 39,7 trilhões em julho.
O peso da dívida tem levado a alta nos juros dos títulos de longo prazo dos EUA e preocupado o mercado financeiro. O Departamento do Tesouro anunciou que aumentará, “pelo menos para o dobro”, o volume das operações de recompra de títulos de longo prazo para apoiar a liquidez, depois que, nos últimos dias, as taxas de juros exigidas para títulos com vencimento entre 10 e 30 anos dispararam para os níveis mais altos das últimas duas décadas.
Assim, a partir do próximo 9 de setembro e até 4 de novembro de 2026, o Departamento liderado por Scott Bessent elevará o limite máximo atual por operação dos atuais US$ 2 bilhões “para um mínimo de US$ 4 bilhões por operação”.
Após o anúncio, as taxas de rendimento da dívida de longo prazo recuaram significativamente, depois de terem atingido nesta terça-feira os níveis mais altos desde 2007.
A medida aliviou os juros dos títulos americanos e enfraqueceu o dólar globalmente, o que favorece moedas de países emergentes, explica Vitor Kayo, economista sênior na Nomad.
Com informações das agências Xinhua e Europa Press