Francis Bogossian
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Desenvolvimento que chega à vida das pessoas

Direitos sociais e presença internacional fazem parte das escolhas que ajudam a definir o futuro do País

Publicado em 29/09/2026
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O desenvolvimento de um país não pode ser medido apenas pelo crescimento da economia, pela expansão da infraestrutura ou pelos avanços tecnológicos. Ele se torna efetivo quando chega à vida das pessoas, melhora suas condições de existência, reduz desigualdades, amplia oportunidades e garante direitos.

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Nas últimas décadas, o Brasil construiu políticas públicas que buscaram aproximar crescimento econômico e inclusão social. O Bolsa Família, por exemplo, integra transferência de renda a ações de saúde, educação e assistência social, formando uma rede de proteção direcionada a famílias em situação de pobreza.

Esse movimento também chegou a áreas essenciais do cotidiano. Na saúde, o Farmácia Popular ampliou o acesso a medicamentos. Na habitação, o Minha Casa, Minha Vida criou diferentes formas de atendimento para facilitar o acesso à moradia. Na educação, a expansão e interiorização da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica ampliou a presença da formação técnica em várias regiões do país.

Mais do que iniciativas isoladas, essas políticas mostram como renda, educação, saúde, moradia e trabalho se relacionam. Quando esses campos avançam de forma articulada, os resultados deixam de ser apenas números e passam a ser percebidos na vida concreta, nas oportunidades que surgem e nas perspectivas que se abrem.

Essa discussão também está ligada à soberania. Um país soberano não é apenas aquele que protege seu território e seus recursos naturais. É também aquele que tem condições de definir seus próprios rumos, produzir conhecimento, fortalecer suas instituições e participar ativamente das decisões internacionais.

Essa presença do Brasil no cenário mundial também merece atenção. Na presidência do G20 em 2024, o país priorizou temas como combate à fome, à pobreza e à desigualdade, desenvolvimento sustentável e reforma da governança global. Em 2025, assumiu a presidência do BRICS, com agenda voltada à cooperação entre países do Sul Global e ao desenvolvimento social, econômico e ambiental. No mesmo ano, Belém sediou a COP30, inserindo novamente o Brasil no centro das negociações internacionais sobre clima, adaptação, financiamento, transição justa e tecnologia.

São dimensões distintas de uma mesma questão: a capacidade de um país de enfrentar suas desigualdades internas e, ao mesmo tempo, participar das decisões que moldam o mundo.

Nada disso está pronto ou concluído. Os avanços convivem com problemas que persistem e com novas demandas que surgem. Construir um país mais justo, inclusivo e soberano é um processo contínuo, feito de prioridades, correções e decisões que influenciam o presente e ajudam a moldar o futuro.

É importante lembrar que os direitos sociais incorporados à vida brasileira não surgiram espontaneamente nem foram simples concessões. São resultado de um longo processo histórico construído por gerações, pelas instituições democráticas, pela sociedade civil e por tantas pessoas que dedicaram parte de suas vidas à luta pela cidadania, pela liberdade, pela justiça social e pela democracia.

É por isso que o período eleitoral merece uma reflexão que ultrapasse as disputas circunstanciais. Vale considerar as políticas públicas adotadas, os efeitos que produziram na vida da população, os avanços alcançados, os desafios que ainda persistem e as propostas apresentadas para os próximos anos.

O voto é individual, mas seus efeitos são coletivos. As decisões tomadas nas urnas repercutem nas prioridades e nos caminhos que atingem toda a sociedade. Olhar além da campanha, conhecer trajetórias, compreender propostas, observar realizações e acompanhar políticas públicas ajuda a perceber o alcance desse gesto democrático.

Mais do que acompanhar uma eleição, trata-se de compreender o que está em jogo para o país e participar, de forma responsável, da definição de seus rumos.

*Francis Bogossian é presidente do Clube de Engenharia. Artigo escrito em parceria com Catarina Luiza de Araújo, presidente e Diretora Institucional do Clube de Engenharia do Brasil – CEB

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