ANP aprova proposta da Petrobrás para a exploração de Sergipe Águas Profundas

A Agência, entretanto, pediu revisões técnicas à empresa

Publicado em 27/01/2026
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A diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou parcialmente hoje (26) o plano de desenvolvimento apresentado pela Petrobrás para o projeto Sergipe Águas Profundas. O empreendimento prevê dois navios-plataformas (SEAP 1 e SEAP 2), cada um com capacidade de produzir 120 mil barris de óleo por dia e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. SEAP 2 deve entrar em produção em 2030, enquanto SEAP 1 deve extrair seu primeiro óleo em 2032.

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Na versão mais recente do plano de desenvolvimento apresentado pela Petrobrás à ANP, a petroleira havia proposto uma divisão das áreas de desenvolvimento, considerando sete campos: Agulhinha, Cavalo, Palombeta, Agulhinha Oeste, Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste. Nessa configuração, SEAP 2 seria ligada aos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste. Já SEAP 1 seria conectada aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Cavala e Palombeta.

No entanto, o relator do processo na ANP, diretor Pietro Mendes, votou por rejeitar o arranjo apresentado pela Petrobrás. Ele determinou que a petroleira apresente, em até 60 dias, uma nova versão do plano de desenvolvimento, em que Cavalo seja unificado à Agulinha, bem como Budião Sudeste seja integrado à Palombeta. Devido às adequações das áreas, deverão ser apresentados também novos Acordos de Individualização da Produção (AIP) para os campos de Palombeta e Agulhinha. Ainda em seu voto, Mendes também determinou que a Petrobrás implemente a redundância de compressores nos sistemas de gás natural das plataformas SEAP 1 e SEAP 2.

Por fim, o relator também votou por prorrogar o prazo de vigência da fase de produção das áreas, a pedido da Petrobrás, que alegou sucessivos insucessos nas tentativas passadas de contratação das duas plataformas. “O pleito de prorrogação de uma concessão que ainda não está em produção foi apresentado justamente pela relevância estratégica do projeto para a região e para o Brasil. O projeto contribui para o desenvolvimento regional e ajudará a consolidar o estado de Sergipe como um polo energético”, justificou Mendes. Assim, a plataforma SEAP 2 poderá produzir até 31 de dezembro de 2055, enquanto SEAP 1 tem aval para operar até 31 de dezembro de 2057.

Fonte(s) / Referência(s):

Jornalismo AEPET
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