ANP pede esclarecimentos à Petrobrás sobre vazamento de fluido na sonda exploratária
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) também requisitou um relatório
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) solicitou esclarecimentos à Petrobrás para liberar a retomada da perfuração do poço de Morpho, a 170 km da costa do Amapá. A atividade foi suspensa após duas linhas auxiliares ligadas ao navio-sonda ODN-II, afretado pela Foresea, registrarem perda de fluido de perfuração no último domingo (4).
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A ANP determinou que a Petrobrás apresente um relatório detalhando as causas da perda de fluido e os possíveis impactos do incidente. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) também requisitou um relatório, com informações sobre o fluido utilizado e suas características de biodegradabilidade, incluindo laudos laboratoriais.
Na última terça-feira (6), a Petrobrás informou que a perda de fluido foi imediatamente contida e isolada. A companhia acrescentou que as linhas afetadas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo, sem informar oficialmente o prazo necessário para a conclusão do serviço.
A estatal afirmou ainda que não há problemas com a sonda nem com o poço e que o fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos, além de ser biodegradável. A perfuração do poço de Morpho teve início em outubro do ano passado, em lâmina d’água de 2.887 metros. Na ocasião, a Petrobrás estimou que a atividade teria duração aproximada de cinco meses.
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