O jornal aponta que uma guerra prolongada no Oriente Médio poderia provocar um aumento vertiginoso nos custos de energia e alimentar a inflação global.
"Qualquer evento que prolongue o conflito ou ameace as fontes de petróleo e gás provavelmente elevará os preços da energia a níveis capazes de gerar inflação. Tal cenário poderia levar os bancos centrais ao redor do mundo a elevar as taxas de juros, o que aumentaria os custos de hipotecas, empréstimos para compra de automóveis e outros tipos de empréstimos", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, tal medida reduziria o consumo e desestimularia os investimentos empresariais, abrindo caminho para uma recessão.
Nesse contexto, é enfatizado que a principal preocupação agora é com o futuro do abastecimento energético do Oriente Médio, que responde por 30% do petróleo e 17% do gás natural consumidos no mundo.
Qualquer interrupção nessas exportações provavelmente causaria sérias dificuldades aos principais importadores, localizados no Leste Asiático e na Europa. Além disso, o artigo elabora que o estreito de Ormuz, uma estreita via navegável que faz fronteira com o Irã, é uma rota crucial que liga o golfo Pérsico ao oceano Índico, responsável por transportar cerca de 20% do petróleo mundial, principalmente com destino à Ásia.
Uma longa interrupção do tráfego na região, especialmente se mísseis iranianos danificarem refinarias, poderia provocar grandes choques energéticos, superando os avanços de curto prazo em energia limpa.
Ao mesmo tempo, o texto sublinha que os Estados Unidos, como maior produtor de petróleo bruto e principal exportador de gás natural liquefeito, podem parecer protegidos dos choques do mercado global.
No entanto, embora as empresas estadunidenses de energia possam lucrar com os preços elevados e prolongados do petróleo e do gás, os consumidores provavelmente enfrentarão o aumento dos custos da gasolina, o que elevará os preços em toda a economia.
Portanto, a reportagem sugere que o presidente dos EUA, Donald Trump, poderia ter como objetivo resolver o conflito rapidamente para evitar que a alta dos preços da energia aumente ainda mais o custo dos bens de consumo.