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Diesel tem aumento de 14,2% e gasolina, 5,2%

Bolsonaro responsabiliza comando da Petrobrás em caso de greve dos caminhoneiros

Publicado em 17/06/2022
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Após tumultuada reunião de seu Conselho de Administração no dia anterior, a Petrobras anunciou nesta sexta-feira reajustes de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no preço do diesel. Os novos valores passam a vigorar a partir deste sábado.

Em nota, a estatal informou que o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro. Para o diesel, o reajuste ocorre 39 dias depois do aumento anterior. O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro. O último ajuste ocorreu no dia 10 de maio. Mesmo assim, o diesel fica bem abaixo do maior preço no país, R$ 7,66 (S10) o litro., cobrado pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, a primeira a ser privatizada no atual governo

O novo reajuste coloca em cheque a intenção do governo, às vésperas de uma eleição, conter a escalada da inflação, via preços de combustíveis, quando na última quarta-feira (15), a Câmara dos Deputados concluiu a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, fixando-a no patamar máximo de 17% a 18%, abaixo dos valores atuais aplicados pelos estados.

Com a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a Petrobras aumentará sua participação de R$ 2,91 para R$ 2,96 na composição do preço médio cobrado ao consumidor. Sobre o diesel essa participação no preço médio de venda para as distribuidoras passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro. Ao considerar a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da companhia no preço ao consumidor passará de R$ 4,42, em média, para R$ 5,05 a cada litro vendido na bomba.

O preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, não sofreu reajuste. Em nota para divulgar os aumentos, a Petrobras afirmou que tem buscado o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem repasse imediato para os preços internos da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

"Esse posicionamento permitiu à Petrobras manter preços de GLP estáveis por até 152 dias; de diesel por até 84 dias; e de gasolina por até 99 dias. Esta prática não é comum a outros fornecedores que atuam no mercado brasileiro que ajustam seus preços com maior frequência, tampouco as maiores empresas internacionais que ajustam seus preços até diariamente".

Querendo dar uma configurar uma atuação monopolista da estatal, o presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter, antes do anúncio do novo reajuste, para fazer duras críticas à Petrobras.

"O Governo Federal como acionista é contra qualquer reajuste nos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais", postou o presidente. Em seguida, ele citou a possibilidade de uma greve de caminhoneiros, em decorrência do preço dos combustíveis.

"A Petrobras pode mergulhar o Brasil num caos. Seus presidentes, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do Brasil e a vida do nosso povo"

É bom lembrar que o preço médio do diesel S10 na Bahia foi o mais alto de todos os estados em maio segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): R$ 7,66 o litro. Lá opera a refinaria de Mataripe, a primeira a ser privatizada pela Petrobras, responsável pelo abastecimento no estado, além de outros do Nordeste.

Fonte: Monitor Mercantil

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