O impacto já se reflete na logística global: um navio-tanque de GNL que seguiria para a França tornou-se a primeira carga no Atlântico a ser redirecionada para a Ásia, evidenciando a crescente competição entre economias asiáticas e europeias por suprimentos. Para além disso, a mídia destaca ainda que o BW Brussels, carregado com gás da Nigéria, mudou de rota em direção ao Cabo da Boa Esperança.
A pressão ocorre em um momento crítico, após um inverno rigoroso (Hemisfério Norte) que reduziu drasticamente as reservas europeias. Os estoques estão abaixo de 30% da capacidade, muito aquém da média histórica de 45% para esta época do ano, com países como Países Baixos, Suécia, Croácia e Letônia em situação especialmente delicada.
Apesar disso, autoridades da União Europeia (UE) afirmam ser possível reabastecer os estoques para 90% antes do próximo inverno, embora reconheçam que os preços elevados podem impor um fardo pesado às economias mais dependentes de GNL, como Itália e Alemanha.
Ainda segundo a apuração, a inflação já vinha subindo antes da crise, e o Banco Central Europeu (BCE) alerta para riscos de alta prolongada nos preços da energia.