Trump: ‘controle da Groenlândia é vital para o escudo Domo Dourado’

Presidente americano ressalta que 'Otan seria muito mais formidável e eficaz com a Groenlândia nas mãos dos EUA'

Publicado em 15/01/2026
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O presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu nesta quarta-feira que o controle da Groenlândia por Washington “é vital para ao ‘Domo Dourado'” que o país norte-americano está construindo, um escudo antimísseis semelhante ao “Domo de Ferro” que Israel possui e que foi revelado pela Casa Branca em maio de 2025.

“Os EUA precisam da Groenlândia como parte de sua segurança nacional”, indicou em uma mensagem nas redes sociais, onde enfatizou que “a Otan seria muito mais formidável e eficaz com a Groenlândia nas mãos dos EUA”, apesar de a ilha ser parte soberana da Dinamarca, já membro da Aliança.

Assim, ele ressaltou que “a Otan deveria liderar o caminho” para que os EUA anexassem o território e enfatizou que, se isso não acontecer, “a Rússia ou a China o farão, algo que não vai acontecer”.

“Militarmente, sem o enorme poder dos EUA, grande parte do qual eu levantei durante meu primeiro mandato e que agora estou levando a um nível novo e ainda mais alto, a Otan não seria uma força eficaz ou dissuasória. Nem de longe”, argumentou. “Eles sabem disso e eu também”, acrescentou.

Por isso, afirmou que uma solução que não implique a anexação da Groenlândia pelos EUA “é inaceitável”, diante da rejeição das autoridades da ilha e da Dinamarca de que o país norte-americano assuma o controle efetivo do território, apesar das repetidas ameaças de Trump.

Apenas algumas horas antes, o próprio Trump rejeitou as declarações do primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, depois de este ter reiterado que a ilha quer continuar sob a soberania da Dinamarca, e afirmou que essa posição “vai ser um grande problema para ele”. “Não sei quem ele é nem sei nada sobre ele, mas isso vai ser um grande problema para ele”, salientou.

Nielsen destacou na terça-feira, em uma coletiva de imprensa com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que a Groenlândia deseja permanecer dentro da “Dinamarca, da União Europeia e da Otan”. “Este não é o momento de divisões e discussões, é o momento de permanecermos unidos e continuarmos construindo com base na comunidade que já temos”, argumentou.

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O primeiro-ministro da Groenlândia também lamentou as ameaças “inaceitáveis” de Trump contra a ilha e reconheceu que se trata de “uma crise geopolítica”. “A Groenlândia espera que o diálogo flua com respeito e sempre levando em consideração a posição constitucional da Groenlândia, bem como o Direito Internacional e o direito da população à autodeterminação”, concluiu.

Von der Leyen revela “contato permanente” com a Dinamarca

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, explicou que está em “contato permanente” com a Dinamarca para saber “quais são suas necessidades” num momento em que os EUA reivindicam a anexação da Groenlândia, e também afirmou que a ilha do Ártico “pode contar” com a União Europeia. “É importante que a Groenlândia saiba disso. E eles sabem disso, porque demonstramos com ações e não apenas com palavras. Respeitamos os desejos do seu povo. A Groenlândia pode contar conosco”, afirmou nesta quarta-feira durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas, na qual reiterou que apenas os groenlandeses e os dinamarqueses podem decidir sobre o seu próprio futuro.

Von der Leyen revelou também que, neste momento, existe “um canal de comunicação constante” com os groenlandeses e também com o Governo da Dinamarca, com o objetivo de “ouvir quais são as suas necessidades”. “Mantemos um contacto próximo com a Dinamarca”, acrescentou a conservadora alemã.

Ela lembrou que há mais de um ano – antes do início desta crise devido às pretensões do governo Trump – a UE aumentou seus investimentos na ilha, que pertence autonomamente à Dinamarca, e que, além disso, há “uma conexão muito boa” com os groenlandeses, como, por exemplo, a abertura de um escritório da União em Nuuk, capital da Groenlândia, em 2025.

Com informações da Europa Press

Fonte(s) / Referência(s):

Jornalismo AEPET
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