A guerra dos EUA e Israel contra o Irã: preço do petróleo dispara e traz risco de recessão mundial

O papel da Petrobrás para diminuir os impactos da alta nas cotações na economia brasileira

Publicado em 09/03/2026
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Gráfico mostra o do preço do petróleo nesta segunda-feira

Neste domingo (08), a cotação virtual do petróleo alcançou a marca de US$ 120 o barril, assustando as Bolsas de Valores da Ásia e Europa, na manhã desta segunda-feira. Dez dias depois do início das agressões militares dos EUA e Israel contra o Irã, ainda é impossível vislumbrar a duração do conflito e seu real impacto na economia mundial. Entretanto, durante o dia, os mercados foram mudando o cenário e o petróleo terminou cotado a menos deUS$ 100 o barril e as bolsas recuperaram um pouco de fôlego.

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Mas desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o preço do óleo que estava em US$ 65 o barril disparou. O recuo nas cotações desta segunda-feira se deu depois de entrevista de Donald Trump à CBS News.

O presidente dos EUA sugeriu que a guerra contra o Irã pode diminuir em breve. Trump disse que a operação militar estava “muito completa” e estava bem à frente de seu cronograma inicial de quatro a cinco semanas, acrescentando que o Irã efetivamente tenha perdido sua marinha, comunicações e força aérea. As declarações acalmaram os mercados depois de dias de tensão.

Ainda assim, Trump parece ter sentido o impacto da alta nas cotações e pediu a sua equipe econômica ações que possam mitigar o alcance na alta dos preços. Entre as propostas em consideração estão restrições às exportações de petróleo dos EUA, intervenção nos mercados futuros de petróleo, renúncias temporárias de certos impostos federais sobre combustíveis e requisitos de flexibilização sob a Lei Jones, que determina que os embarques domésticos de combustível se movam apenas em embarcações de bandeira dos EUA.

As discussões refletem a crescente preocupação dentro do governo de que o aumento nos preços da energia pode prejudicar empresas e consumidores dos EUA. Com as eleições de meio de mandato se aproximando em novembro, Trump está procurando maneiras de limitar o impacto dos preços mais altos da gasolina e do diesel.

Para analistas, os efeitos da escalada das cotações não serão iguais para todos os países, e a Petrobrás pode servir de escudo a essas flutuações na economia brasileira. Superavitária na produção de petróleo e com o volume de exportações, não há necessidade da empresa repassar este momento de volatilidade nos preços para os consumidores.

O tendão de Aquiles da Petrobrás é incapacidade de suprir a demanda de diesel. O combustível importado responde, em média, entre 20% e 30% do consumo nacional. Mas a exportação do petróleo bruto gera receitas suficientes para aguardar um cenário mais realista. Ao contrário do desejo da associação dos distribuidores de combustíveis, que pede uma alta de R$ 1,22 no preço da gasolina e do diesel, para evitar prejuízos aos importadores.

Alex Prado
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