Trump impõe que Venezuela compre apenas produtos dos Estados Unidos

Em suas redes sociais, presidente americano anunciou que um "acordo" prevê que as importações da Venezuela se limitem a bens americanos

Publicado em 16/01/2026
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Depois de exigir o petróleo da Venezuela e indicar que irá controlar a venda do combustível por um tempo “indefinido”, o presidente Donald Trump anuncia que, a partir de agora, Caracas irá comprar exclusivamente produtos americanos para abastecer seu mercado local e sua população.

Em um anúncio em suas redes sociais, o republicano afirmou que o acordo envolve agricultura, remédios e outros setores. A decisão, na prática, transforma a economia venezuelana em um protetorado dos EUA, com navios de guerra em sua costa e o monopólio de suas exportações e importações.

“Acabei de ser informado de que a Venezuela comprará SOMENTE produtos fabricados nos Estados Unidos com o dinheiro que receberá do nosso novo acordo petrolífero”, disse Trump.

“Essas compras incluirão, entre outras coisas, produtos agrícolas americanos, medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos fabricados nos Estados Unidos para melhorar a rede elétrica e as instalações de energia da Venezuela”, explicou.

“Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os Estados Unidos da América como seu principal parceiro – uma escolha sábia e muito boa para o povo venezuelano e para os Estados Unidos”, completou.

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No auge da relação entre Brasil e Venezuela, Caracas chegou a ser o sexto maior destino das exportações brasileiras, principalmente no setor de alimentos e produtos do setor de saúde.

Abalada pelas sanções impostas justamente pelos EUA e problemas de gestão, a economia venezuelana desabou.

Seu Produto Interno Bruto (PIB) encolheu cerca de três quartos entre 2014 e 2021. No entanto, a economia cresceu 5% em 2023. No mercado financeiro, a estimativa é de que a Venezuela possua uma dívida de US$ 150 bilhões.

De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, apenas entre 2014 e 2020, a comunidade internacional impôs pelo menos 542 sanções contra à Venezuela. 300 delas vindas dos EUA.

No auge da pressão econômica e na tentativa de asfixiar o país, a inflação superou a marca de 6 mil porcento. A produção de petróleo caiu para um terço apenas de seu ponto mais alto.

Se Hugo Chávez promoveu uma tentativa de distribuir a renda do petróleo, num momento em que o barril estava acima de US$ 100,00, ele foi criticado por não ter aproveitado o período de abundância para diversificar a economia e a produção do país.

Nesta quarta-feira, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse em um programa da Fox News, que a Venezuela só poderia vender seu petróleo se isso servisse aos interesses dos EUA.

“Nós controlamos os recursos energéticos e dizemos ao regime que vocês podem vender o petróleo desde que sirvam aos interesses nacionais dos Estados Unidos; não podem vendê-lo se não servirem aos interesses nacionais dos Estados Unidos”, explicou.

Fonte(s) / Referência(s):

Jornalismo AEPET
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