Trump ameaça Cuba: “faça um acordo antes que seja tarde”
Trump alertou Havana para que negocie rapidamente, afirmando que não haverá mais fluxo de petróleo ou dinheiro para a ilha.
Em 11 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a Cuba que o país deveria firmar um acordo com os Estados Unidos, agora que Washington pressionou a Venezuela a cortar o fornecimento de petróleo e dinheiro para a ilha governada pelo regime comunista.
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Após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças armadas americanas em 3 de janeiro, a presidente interina Delcy Rodríguez redirecionou as entregas de petróleo para os Estados Unidos.
Interromper o fornecimento de petróleo venezuelano para Cuba, que historicamente depende do apoio de Caracas, exerceria uma pressão significativa sobre o país caribenho, que está sob controle comunista desde a revolução de Fidel Castro em 1959.
"Cuba viveu, durante muitos anos, com grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu 'Serviços de Segurança' para os dois últimos ditadores venezuelanos, MAS NÃO MAIS!", escreveu Trump nas redes sociais, referindo-se às forças de segurança cubanas que foram mortas durante a operação para capturar Maduro e levá-lo aos Estados Unidos para enfrentar uma acusação federal.
O presidente dos EUA afirmou que a Venezuela não precisa mais da proteção das forças de segurança cubanas, agora que conta com os Estados Unidos, "as forças armadas mais poderosas do mundo", para proteger seus representantes.
"NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO PARA CUBA — ZERO! Sugiro fortemente que eles façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS", disse Trump.
Miguel Díaz-Canel Bermúdez, líder do regime cubano, respondeu a Trump em uma série de postagens nas redes sociais em 10 de janeiro, afirmando que a nação comunista está “pronta para defender a Pátria até a última gota de sangue”.
“Aqueles que culpam a Revolução [comunista] pela grave crise econômica que sofremos deveriam se envergonhar”, disse ele.
Conforme relatado por Jacob Burg para o The Epoch Times, as avaliações da Comunidade de Inteligência dos EUA pintam um quadro sombrio dentro da nação comunista de Cuba, com os setores de turismo e agricultura significativamente afetados por apagões rotineiros, sanções comerciais e uma série de outros problemas.
O setor turístico da ilha sofreu um declínio desde o início da pandemia de COVID-19, e sua economia, assim como a da Venezuela, retraiu-se na última década. Os embargos dos EUA também agravaram as preocupações internas de Cuba.
Entre janeiro de 2025 e novembro de 2025, Caracas exportou, em média, 27.000 barris de petróleo por dia para Cuba, o que representa cerca de 50% do déficit petrolífero da ilha, ou um quarto da demanda total de energia de Cuba, segundo dados e relatórios da PDVSA, a estatal petrolífera venezuelana.
Cuba também recebe remessas de petróleo da Rússia, que provavelmente se tornará um dos únicos fornecedores restantes da ilha caso o embargo de petróleo de Washington continue.
O México também fornece petróleo a Cuba, embora a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, tenha afirmado em 7 de janeiro que as exportações recentes de petróleo para a ilha não são superiores às históricas.
A pressão sobre Cuba aumentou depois que os Estados Unidos apreenderam mais dois petroleiros ligados à Venezuela em 7 de janeiro.
Trump disse recentemente a repórteres a bordo do Air Force One que acredita que “Cuba parece estar prestes a ruir”.
“Não sei se eles vão resistir, mas Cuba agora não tem renda”, afirmou. “Toda a sua renda vinha da Venezuela, do petróleo venezuelano.”
Richard Feinberg, professor emérito da Universidade da Califórnia em San Diego, que ocupou diversos cargos de alto escalão na área de segurança nacional dos EUA, disse à Reuters que a situação econômica de Cuba é “certamente muito ruim”.
“Quando uma população está realmente passando fome, o que acontece é que o dia a dia se resume à sobrevivência. As pessoas não pensam em política, só em garantir o sustento da família”, disse Feinberg. “Por outro lado, o desespero pode levar as pessoas a um ponto em que elas perdem o medo e vão para as ruas.”
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