Petrobrás retoma controle sobre Tartaruga Verde e Espadarte, na Bacia de Campos
Os campos foram vendidos durante o Governo Bolsonaro, em 2019, por US$ 1,29 bilhão.
A Petrobrás informou ontem (16) que, na qualidade de sócia e operadora dos campos de Tartaruga Verde e Espadarte – Módulo III, localizados na Bacia de Campos, manifestou à Petronas Petróleo Brasil Ltda. sua decisão de exercer o direito de preferência para aquisição das participações de 50% dos referidos ativos atualmente de propriedade da Petronas. Após a conclusão da operação, a Petrobras voltará a deter 100% de participação nos ativos, mantendo-se como operadora.
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A empresa pagará US$ 50 milhões na assinatura do contrato, US$ 350 milhões na conclusão do negócio e duas parcelas de US$ 25 milhões cada, com vencimento em 12 e 24 meses após a conclusão.
A produção dos ativos atualmente gira em torno de 55.000 barris por dia, processados através da FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes. Os campos estão localizados em profundidades que variam de aproximadamente 700 a 1.620 metros, evidenciando a natureza de águas profundas do empreendimento.
A Bacia de Campos, embora mais antiga que as prolíficas províncias do pré-sal na Bacia de Santos, continua sendo um componente fundamental do sistema de fornecimento offshore do Brasil. Os ativos maduros na região frequentemente se beneficiam da infraestrutura existente de FPSOs e das sinergias operacionais, permitindo que as operadoras mantenham a produção por meio de redesenvolvimento ou consolidação.
A decisão da Petrobrás de aumentar sua participação em Tartaruga Verde e no Módulo III de Espadarte sugere que a empresa enxerga valor adicional na otimização da produção e na extensão da vida útil dos campos por meio do controle operacional.
Em janeiro, a Brava Energia (pequena petroleira que produziu 73 mil barris. em janeiro) havia anunciado um acordo com a Petronas. A participação que a Petronas negociava com a Brava havia sido vendida pela própria Petrobras durante o Governo Jair Bolsonaro, em 2019, por US$ 1,29 bilhão.
Com a transação, a Petrobrás reforça ainda mais sua posição como operadora dominante no setor offshore brasileiro, ao mesmo tempo em que consolida seu controle sobre os ativos produtores na Bacia de Campos.
Com informações da Petrobrás e Oilprice.com
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