Conta da destruição no Oriente Médio será paga 'por todos nós', diz especialista
Agência da ONU alertou, no final de março, que economias do Oriente Médio poderiam perder até 6% do PIB devido ao conflito de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro.
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"Todos nós seremos afetados: os países que dependem da indústria petrolífera e seus derivados, […] a própria população, as empresas, os investidores e o próprio governo, porque isso vai ser uma cadeia de acontecimentos."
"Não tem tanta riqueza quanto o Catar, os Emirados Árabes Unidos ou a Arábia Saudita para repor. E, coincidentemente, é o país mais próximo do Irã, com sua base xiita."
"Não podemos esquecer que o Irã é um país que tem 1,6 milhão de quilômetros quadrados. É do tamanho do Amazonas, quatro vezes maior que o Iraque […]. O impacto não foi tão grande assim […]. Os danos a Israel, pela sua falta de profundidade estratégica, são até maiores, mais difíceis de repor", opinou o analista.
"Até lá, a gente vai ver o mundo mergulhado nessa crise energética, ou isso vai acentuar a procura por alternativas de energia mais limpa e o mundo vai ser meio que obrigado a abrir mão do petróleo e do gás."
"O dinheiro literalmente vai se reduzindo, e esses países vão ter que ter mais aportes e vão depender do próprio Congresso, e é claro que isso já vai afetar a população desses países — isso sem falar do aumento de preços, do aumento de tudo."
Enquanto a maioria paga a conta, uma minoria lucra…
"Os produtores de armas é que estão lucrando, as grandes indústrias armamentistas são as que mais lucram", e devem ganhar presença mais acentuada nesses governos. "Elas vão ter um poder maior, e os governos, mais do que nunca, vão precisar da atuação delas e da parceria delas para poder contornar tudo isso. Então vai virar um grande lobby."
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