Petrobrás investirá R$ 1 bi em fábrica de fertilizantes no MS

O início das operações comerciais está previsto para 2029

Publicado em 14/04/2026
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Início das operações comerciais da unidade está previsto para 2029. Foto:Mauricio Hallberg Teixeira

A Petrobrás aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), localizada em Três Lagoas (MS). A decisão foi deliberada pelo Conselho de Administração da companhia nesta segunda-feira, 13/4, após uma reavaliação criteriosa do projeto, que confirmou a viabilidade técnica e econômica do empreendimento, em alinhamento às diretrizes do Plano de Negócios 2026 2030. A continuidade da implantação da unidade havia sido aprovada pelo Conselho em outubro de 2024.

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O investimento estimado para a conclusão da unidade é de cerca de US$ 1 bilhão e o início das operações comerciais está previsto para 2029. Com a aprovação final, a Petrobras dará sequência à assinatura dos contratos necessários para a retomada das obras, prevista ainda para o primeiro semestre deste ano. A expectativa é que sejam gerados cerca de 8 mil empregos durante as obras.

Hibernada desde 2015, a UFN III voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobrás decidiu retornar ao segmento de fertilizantes, estratégico para o país.

Segundo a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, a atratividade econômica do ativo foi confirmada, atestando sua viabilidade em todos os cenários previstos pela sistemática de aprovação de investimentos da companhia e garantindo Valor Presente Líquido (VPL) positivo.

Sobre o projeto UFN III

A capacidade nominal da UFN-III está projetada em cerca de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização. A unidade encontra-se em localização estratégica, adjacente aos maiores mercados consumidores desses produtos, destinando sua produção majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. Esse posicionamento garante maior confiabilidade frente à crescente demanda por ureia fertilizante no país.

O projeto incorpora modernos equipamentos e tecnologias de última geração, resultando em altos índices de eficiência industrial.

A amônia atua como matéria-prima fundamental para os setores de fertilizantes e petroquímico. Por sua vez, a ureia destaca-se como o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo nacional na ordem de 8 milhões de toneladas por ano. O agronegócio absorve esse volume em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de sua aplicação na pecuária como suplemento alimentar para ruminantes.

Com informações da Petrobrás

Jornalismo AEPET
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