A divulgação ocorre um dia após a China pedir formalmente para participar das consultas abertas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas adicionais de até 37,5% impostas pelos Estados Unidos.
A divulgação ocorre um dia após a China pedir formalmente para participar das consultas abertas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas adicionais de até 37,5% impostas pelos Estados Unidos.
O vídeo cita momentos em que os Estados Unidos agiram para manter seu poder na região, como na Crise dos Mísseis com Cuba e URSS e, no governo de Donald Trump, com o sequestro de Nicolás Maduro, da Venezuela.
A menção a Maduro pode ser encarada como uma ameaça velada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora uma intervenção semelhante no Brasil seja considerada improvável, como publicou a coluna Fatos & Comentários em 22 de julho (“A dúvida não é ‘se’, mas como os EUA vão interferir – mais – nas eleições brasileiras”).
A reeleição de Lula é encarada pelo governo estadunidense como uma derrota a suas pretensões na região, especialmente a de minar a presença da China nas Américas.
O Brasil não é o único país do continente a ser atacado pelo governo Trump. México e Canadá também sofrem com restrições, mas a eleição para presidente em outubro coloca a questão brasileira no centro da política para a região.
Além disso, a participação do Brasil no Brics (bloco integrado também por Rússia, China e mais oito nações) desagrada aos EUA, tanto que aliados estadunidenses aqui defendem sair do bloco, como expressou Romeu Zema (Novo) em entrevista esta semana.
A Doutrina Monroe, proclamada em 1823 pelo presidente James Monroe, estabeleceu a política dos Estados Unidos de impedir a interferência europeia nas Américas, resumida pelo lema “América para os americanos” – no caso, os norte-americanos.
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