Shell adquire participações em projetos de exploração da BP no Brasil
As duas grandes petroleiras também irão dividir um campo no Golfo do México
A BP e a Shell concordaram em firmar uma parceria em duas oportunidades de exploração em águas profundas, com a Shell detendo uma participação de 50% no bloco Tupinambá, na costa do Brasil, e uma participação de 30% em cinco concessões no Golfo do México, nos EUA, que contêm o prospecto Conifer.
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A BP manterá uma participação de 50% em Tupinambá e de 70% em Conifer, permanecendo como operadora de ambas, informou a gigante britânica de energia. Os termos financeiros das transações não foram divulgados.
O acordo coloca a Shell ao lado da BP antes do início da perfuração em ambos os campos. A BP espera que o primeiro poço exploratório em Tupinambá seja perfurado em breve, enquanto a perfuração em Conifer está planejada para 2027. A transação brasileira ainda está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores.
Tupinambá está localizado na Bacia de Santos, no pré-sal, a aproximadamente 400 quilômetros da costa brasileira, em profundidades de cerca de 2.300 metros. A BP garantiu o bloco em dezembro de 2023 por meio do segundo ciclo de Oferta Permanente de Partilha de Produção do Brasil e foi a única licitante para a área.
O acordo amplia a posição da Shell em uma das regiões produtoras offshore mais importantes do Brasil, permitindo que a BP compartilhe os custos e os riscos de exploração da perfuração em Tupinambá. O Brasil tornou-se cada vez mais importante para o portfólio de exploração da BP após a descoberta de Bumerangue na Bacia de Santos, que a empresa anunciou em 2025 como sua maior descoberta em 25 anos.
No Golfo do México, nos EUA, a Shell adquirirá participações de 30% em cinco concessões que abrangem o prospecto Conifer, na formação Paleogênica em águas profundas. A BP obteve quatro dessas concessões por meio do Leilão de Concessões 259, em 2023, e a quinta por meio do leilão de concessões BBG-1, em fevereiro de 2026.
Segundo informações do setor, o campo de Conifer está localizado na área do cânion de Keathley, aproximadamente a 400 quilômetros a sudoeste de Nova Orleans e próximo ao empreendimento Kaskida da BP. A BP aprovou o projeto Kaskida em 2024, tornando-o o primeiro empreendimento da empresa na formação geológica paleogênica do Golfo do México.
Para a BP, a inclusão da Shell nos projetos está alinhada com seu esforço de concentrar capital, mantendo, ao mesmo tempo, exposição a descobertas exploratórias potencialmente significativas. Para a Shell, as transações adicionam áreas de atuação em duas regiões onde ela já possui operações de exploração e produção substanciais, sem a necessidade de assumir a operação dos projetos.
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