Apesar de vontade de Trump para acabar com a guerra, Israel avisa que não reduzirá ataques contra o Irã

Irã fez mais três navios petroleiros darem meia-volta no Estreito de Ormuz

Publicado em 27/03/2026
Compartilhe:

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, alertou na sexta-feira (27) que o país intensificaria seus ataques contra o Irã nos próximos dias, apesar dos aparentes esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cessar as hostilidades. O anúncio ocorre após militares israelenses anunciaram o bombardeio de um importante local de produção de mísseis e minas navais iranianos, bem como fábricas de mísseis balísticos e sistemas de defesa aérea.

O Irã, por sua vez, manteve seus ataques contra Israel e os países do Golfo, após ter dado uma resposta pouco cordial na quinta-feira à proposta de acordo de Trump para encerrar a guerra. Apesar disso, diplomatas de vários países interessados ​​sugeriram que negociações indiretas entre Washington e Teerã ainda estavam em aberto.

Receba os destaques do dia por e-mail

Cadastre-se no AEPET Direto para receber os principais conteúdos publicados em nosso site.
Ao clicar em “Cadastrar” você aceita receber nossos e-mails e concorda com a nossa política de privacidade.

“O primeiro-ministro e eu alertamos o regime terrorista iraniano para que cesse os disparos de mísseis contra a população civil em Israel”, disse Katz durante uma reunião com autoridades militares. “Apesar dos avisos, o fogo continua e, portanto, os ataques das Forças de Defesa de Israel no Irã se intensificarão e se expandirão para alvos e áreas adicionais que auxiliam o regime na construção e operação de armas contra civis israelenses.”

Ele alertou que Teerã “pagará um preço alto e crescente por esse crime de guerra”, segundo declarações divulgadas por seu gabinete. No dia anterior, Trump disse ter adiado para 6 de abril o prazo autoimposto para ataques à rede elétrica do Irã, alegando progresso nas negociações para pôr fim à guerra.

O anúncio de quinta-feira ocorreu em um momento em que o presidente continua pressionando o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, uma via navegável vital para o tráfego de petróleo.

Segue o bloqueio

Na sexta-feira, a Guarda Revolucionária Iraniana anunciou ter interceptado três navios que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz, reiterando que o estreito está fechado à navegação para portos ligados ao “inimigo”.

A Guarda declarou na manhã de sexta-feira: “Três navios porta-contêineres foram impedidos de prosseguir após um aviso da Marinha (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica)”.

Em outro comunicado, a Guarda Revolucionária disse que as “covardes” forças americano-israelenses “tentam utilizar locais civis e inocentes como escudos humanos”, após uma ameaça de ataques contra hotéis do Golfo.

“Recomendamos que abandonem com urgência os locais em que estão abrigadas tropas dos Estados Unidos para que não sofram qualquer dano”, afirma em um comunicado.

A Guarda Revolucionária reivindicou ataques com mísseis e “drones destrutivos e de voo autônomo” contra alvos em Israel e instalações militares no Golfo utilizadas pelas forças dos Estados Unidos. Ataques foram lançados contra Israel, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Bahrein, afirmou o exército ideológico iraniano em um comunicado.

E os mais ricos?

Reunidos perto de Paris, ministros das Relações Exteriores do G7 (grupo dos países mais ricos do mundo) , publicaram nesta sexta comunicado conjunto pedindo o “cessar imediato dos ataques contra a população e as infraestruturas civis” no Oriente Médio.

“Não pode haver qualquer justificativa para o ataque deliberado contra civis em situações de conflito armado, nem para os ataques contra instalações diplomáticas”, prossegue o texto.

Eles também reafirmaram “a necessidade absoluta de restabelecer de forma permanente a liberdade de navegação livre e segura no Estreito de Ormuz”.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Johann Wadephul, em entrevista à rádio pública Deutschlandfunk, Estados Unidos e Irã cogitam estabelecer negociações diretas no Paquistão.

“Segundo as minhas informações, houve contatos indiretos e estão se preparando para uma reunião direta”, afirmou. “Provavelmente deve acontecer em breve, a curto prazo, no Paquistão”, acrescentou.

Também na sexta, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o Irã não havia respondido a um plano para encerrar a guerra, mas enviou “mensagens” demonstrando interesse na diplomacia.

“Ainda não recebemos isso”, disse Rubio a repórteres em Paris, após as conversas do G7. “Tivemos uma troca de mensagens e indicações por parte do sistema iraniano — ou do que quer que reste dele — sobre a disposição de conversar a respeito de certos assuntos.”

Já a imprensa dos EUA diz que o país avalia mandar pelo menos 10 mil soldados adicionais ao Oriente Médio nos próximos dias, o que pode indicar uma operação terrestre no âmbito da guerra com o Irã.

ONU cuida das vítimas

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou uma campanha para arrecadar US$ 80 milhões (R$ 418 milhões) em financiamento para várias de suas agências, em uma tentativa de atender às “necessidades humanitárias urgentes” de quase dois milhões de refugiados e das comunidades que os acolhem no Irã.

O Líbano enfrenta uma profunda crise humanitária que pode se transformar em catástrofe, alertou a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

Fonte(s) / Referência(s):

Jornalismo AEPET
Compartilhe:
guest
0 Comentários
Mais votado
Mais recente Mais antigo
Feedbacks Inline
Ver todos os comentários

Gostou do conteúdo?

Clique aqui para receber matérias e artigos da AEPET em primeira mão pelo Telegram.

Continue Lendo

Receba os destaques do dia por e-mail

Cadastre-se no AEPET Direto para receber os principais conteúdos publicados em nosso site.

Ao clicar em “Cadastrar” você aceita receber nossos e-mails e concorda com a nossa política de privacidade.

0
Gostaríamos de saber a sua opinião... Comente!x