Brasil transforma urânio em ativo estratégico para impulsionar transição energética

Brasil ocupa a sétima ou oitava posição mundial em reservas conhecidas de urânio

Publicado em 06/07/2026
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Central Nuclear CNAA Angra 3 (Foto: Divulgação)

O Brasil começou a redefinir o papel do urânio em sua estratégia de transição energética e desenvolvimento industrial, deixando de vê-lo apenas como matéria-prima para seu programa nuclear e elevando-o ao status de ativo estratégico, explicou na sexta-feira Alessandro Facure, presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN).

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Em uma coletiva de imprensa com correspondentes estrangeiros organizada pela Associação da Imprensa Estrangeira no Brasil (AIE), Facure afirmou que esse novo contexto é definido pela busca por segurança energética, pela descarbonização da economia e pelo crescente interesse global na energia nuclear.

Refletindo essa mudança, o governo criou um grupo de trabalho para avaliar o potencial de produção de urânio do país sul-americano, analisar projetos em andamento e elaborar cenários de expansão.

“O urânio está sendo cada vez mais visto como um ativo estratégico”, afirmou Facure, associando essa tendência aos compromissos internacionais de redução de emissões e à necessidade de garantir o abastecimento de energia.

O Brasil ocupa a sétima ou oitava posição mundial em reservas conhecidas de urânio, embora apenas cerca de 30% de seu território tenha sido pesquisado em busca do mineral.

Facure citou a China como exemplo do protagonismo renovado da energia nuclear, descrevendo-a como “um exemplo primordial do papel central que a energia nuclear desempenha nesse processo”, ao mesmo tempo em que destacou sua contribuição para a descarbonização e a segurança energética.

O presidente da ANSN enfatizou que a missão do órgão regulador não é promover a energia nuclear, mas garantir que qualquer expansão do setor ocorra sob critérios rigorosos de segurança e em conformidade com padrões internacionais.

A iniciativa também ajudará a reduzir a dependência de importações de urânio e a posicionar o Brasil como um potencial exportador do mineral, cuja demanda está aumentando entre países comprometidos com a descarbonização. Dessa forma, o Brasil busca aproveitar suas vastas reservas de urânio, fortalecer sua indústria nuclear e consolidar o mineral como um pilar de sua estratégia de transição energética e desenvolvimento tecnológico, segundo a apresentação.

Com Agência Xinhua

Fonte(s) / Referência(s):

Jornalismo AEPET
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