EUA ameaçam: domínio sobre as Américas nunca mais será questionado

Vídeo publicado pelo Departamento de Estado agrava pressão sobre as Américas, especialmente sobre o Brasil.

Publicado em 12/08/2026
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Donald Trump (Divulgação)
Em vídeo de mais de 5 minutos publicado na conta oficial na rede social X, o Departamento de Estado dos EUA afirma que o domínio dos Estados Unidos nas Américas nunca mais será questionado. O vídeo destaca a Doutrina Monroe, estratégia estadunidense de 1823 ressuscitada pelo governo Trump que proclama o domínio dos EUA sobre o Hemisfério Ocidental

A divulgação ocorre um dia após a China pedir formalmente para participar das consultas abertas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas adicionais de até 37,5% impostas pelos Estados Unidos.

 

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O vídeo cita momentos em que os Estados Unidos agiram para manter seu poder na região, como na Crise dos Mísseis com Cuba e URSS e, no governo de Donald Trump, com o sequestro de Nicolás Maduro, da Venezuela.

A menção a Maduro pode ser encarada como uma ameaça velada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora uma intervenção semelhante no Brasil seja considerada improvável, como publicou a coluna Fatos & Comentários em 22 de julho (“A dúvida não é ‘se’, mas como os EUA vão interferir – mais – nas eleições brasileiras”).

A reeleição de Lula é encarada pelo governo estadunidense como uma derrota a suas pretensões na região, especialmente a de minar a presença da China nas Américas.

O Brasil não é o único país do continente a ser atacado pelo governo Trump. México e Canadá também sofrem com restrições, mas a eleição para presidente em outubro coloca a questão brasileira no centro da política para a região.

Além disso, a participação do Brasil no Brics (bloco integrado também por Rússia, China e mais oito nações) desagrada aos EUA, tanto que aliados estadunidenses aqui defendem sair do bloco, como expressou Romeu Zema (Novo) em entrevista esta semana.

A Doutrina Monroe, proclamada em 1823 pelo presidente James Monroe, estabeleceu a política dos Estados Unidos de impedir a interferência europeia nas Américas, resumida pelo lema “América para os americanos” – no caso, os norte-americanos.

Fonte(s) / Referência(s):

Marcos de Oliveira, Fatos&Comentários
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