Indústria naval: Petrobrás joga simples e eficiente

Medidas simples e eficientes garantem desenvolvimento da indústria naval brasileira, gerando empregos e garantindo a soberania.

Publicado em 30/06/2026
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Petroleiro João Cândido (foto Transpetro)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou, na sexta-feira (26), obras de construção de embarcações de apoio marítimo offshore no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC). Os barcos integram o Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e ampliação da frota da Petrobrás. Lula destacou a importância do investimento na indústria naval nacional.

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Wagner Victer, que foi secretário de Indústria Naval do Estado do Rio de Janeiro e é funcionário de carreira da Petrobrás, destaca que medidas simples, porém firmes, adotadas pela estatal em 2024, fazem com que o desenvolvimento da cadeia marítima aconteça naturalmente.

Para a colocação da demanda de 42 embarcações para 12 anos, “a Petrobrás ofereceu o contrato com esse prazo para que pudesse ser financiado pelo BNDES e também com o Conteúdo Local Mínimo a ser comprovado no ato da entrada da nova embarcação em operação como o Capex, e não ao longo da vida pelo Opex”, explica Victer.

“Com isso, o próprio mercado se adéqua, gerando empregos no Brasil e proporcionando taxas de afretamentos mais baratas e embarcações mais modernas”, acrescenta o ex-secretário. Serão investidos R$ 12 bilhões em Santa Catarina, gerando mais de 5 mil postos de trabalho.

Como comprovou o presidente do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore), Ariovaldo Rocha, em nota recente, “a construção naval mundial é uma indústria estratégica, intensiva em capital, tecnologia, engenharia, aço, equipamentos, financiamento, garantias, escala e previsibilidade. Em todos os países que lideram esse mercado, ela foi tratada como política de Estado, não como improviso”.

“O debate sério não é entre ‘navio barato lá fora’ e ‘navio caro no Brasil’. O debate sério é entre um Brasil que aceita ser apenas comprador dependente de capacidade estrangeira e um Brasil que decide construir sua própria base industrial, tecnológica e marítima.”

“Em todos os países que lideram esse mercado, ela foi tratada como política de Estado, não como improviso. Japão, Coreia do Sul, China, Estados Unidos, países europeus e, mais recentemente, Índia e nações do Oriente Médio entenderam que navios, plataformas, embarcações de apoio, meios navais e infraestrutura marítima não são apenas ativos comerciais. São instrumentos de soberania, segurança energética, defesa, comércio exterior, inovação e geração de empregos qualificados”, afirma Rocha.

Fonte(s) / Referência(s):

Marcos de Oliveira
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