Petrobrás define prazo para decisão final sobre a retomada da UFN-3 em Três Lagoas
A estrutura, que já foi símbolo de estagnação, volta a ser o centro das atenções como a futura maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina.
A novela que envolve a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), em Três Lagoas (MS), ganhou um cronograma oficial e decisivo. A Petrobrás confirmou que a Decisão Final de Investimento (FID) sobre a retomada das obras da planta será tomada até o primeiro semestre de 2026.
Inserida no Plano Estratégico da companhia para o quinquênio 2025-2029, a unidade é vista como peça-chave para a estratégia de soberania nacional no setor de fertilizantes, reduzindo a dependência brasileira de importações de nitrogênios.
Expectativa vs. Realidade: O que esperar?
Embora a sinalização seja positiva, a diretoria da estatal reforça que o período até junho de 2026 será dedicado a estudos técnicos aprofundados e processos licitatórios. Atualmente, a obra está com cerca de 80% de conclusão, mas, devido ao longo período de paralisação, uma atualização rigorosa de custos e integridade da estrutura é necessária antes do "martelo batido".
Caso a decisão em 2026 seja favorável à conclusão, a previsão é que a fábrica entre em operação total em 2028.
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Impacto Econômico e Social
A retomada da UFN-3 não é apenas uma questão industrial, mas um motor econômico para a região Leste de Mato Grosso do Sul e municípios vizinhos, incluindo o interior paulista. Os principais destaques do projeto incluem:
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Geração de Empregos: Estima-se a criação de até 8 mil postos de trabalho diretos e indiretos durante o pico das obras de finalização.
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Fortalecimento do Agro: A unidade terá capacidade para produzir ureia e amônia, insumos vitais para o agronegócio brasileiro, que hoje importa grande parte desses produtos de países como Rússia e Catar.
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Arrecadação: O aumento na circulação de serviços e impostos deve dar um novo fôlego ao caixa de Três Lagoas e cidades do entorno.
Próximos Passos
O mercado agora aguarda o avanço das licitações para a contratação dos serviços de engenharia. A Petrobrás tem buscado modelos de negócio que garantam a rentabilidade da planta, após tentativas frustradas de venda da unidade para grupos estrangeiros em anos anteriores.
Para os moradores de Três Lagoas e região, o anúncio traz um otimismo cauteloso. A estrutura, que já foi símbolo de estagnação, volta a ser o centro das atenções como a futura maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina.
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