O Brasil nunca terá os abundantes recursos de combustíveis fósseis dos EUA, mas ainda pode alcançar a diversificação energética e a redução de custos vistas na China. Isso protegeria a Europa de picos de preços e permitiria que a União Europeia competisse na corrida econômica definidora do nosso tempo: transformar eletricidade em inteligência.

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã é um alerta para o Brasil: a energia continua sendo uma vulnerabilidade estratégica crítica. Mas enfrentar essa vulnerabilidade é um desafio que vai muito além da dependência de combustíveis fósseis importados. A verdadeira fonte da vulnerabilidade do Brasil é um sistema energético fundamentalmente incompatível com o poder econômico do século XXI.