Ineep: política de preços e subsídios seguraram preço dos combustíveis

Os reajustes observados no Brasil permaneceram abaixo da média global

Publicado em 19/06/2026
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O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) divulgou, nesta quinta-feira, a edição de junho do Boletim de Preços dos Combustíveis. A publicação traz em seu editorial a análise de que as medidas adotadas pelo Governo Federal somadas às ações da Petrobras – aumentando a produção de derivados e segurando os preços – ajudaram a amenizar os efeitos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que completou 100 dias recentemente.

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Após a elevação abrupta na primeira semana de conflito, o preço médio mensal do barril de petróleo tipo Brent atingiu seu pico em abril e recuou em maio. Embora a oscilação diária das cotações, que chegaram a superar os US$ 100 por barril, tenha provocado impactos relevantes sobre a economia global, seus efeitos sobre os combustíveis derivados do petróleo ocorreram com intensidades distintas entre os países, tendência já apontada na edição anterior do boletim.

A publicação destaca que entre 23 de fevereiro a 8 de junho, por exemplo, os reajustes observados no Brasil permaneceram abaixo da média global, com altas de 4,9% na gasolina e 13,6% no diesel. Respectivamente, no mesmo período os preços avançaram 36,1% e 36,8% nos Estados Unidos e 21,1% e 23,7% na Argentina. Globalmente, os aumentos médios alcançaram 17,5% na gasolina e de 23,3% no diesel.

Subsídio fiscal

Segundo o Ineep, os efeitos das políticas de isenção e subsídio fiscal do governo federal – ,o caso do diesel – e da política de preços da Petrobras, somados ao leve recuo do preço do barril, já podem ser percebidos nas médias mensais dos preços dos combustíveis em maio. A gasolina e o diesel registraram recuos, e o GLP, estabilidade. O etanol hidratado, por sua vez, apresentou queda expressiva, de 7,3%, refletindo o início da safra 2026/2027 e aumento da oferta, em intensidade ainda maior do que a observada em anos anteriores.

“As medidas emergenciais adotadas para conter os efeitos do choque do petróleo sobre os preços dos combustíveis foram muito importantes, mas insuficientes para enfrentar vulnerabilidades estruturais do setor”.

O Ineep observa que a redução da exposição do mercado doméstico à volatilidade internacional depende de uma estratégia de longo prazo baseada no fortalecimento da Petrobras, na expansão da capacidade de refino e na recomposição de sua presença nos elos estratégicos da cadeia de abastecimento, especialmente na distribuição.

Preços

O preço do Brent registrou queda de 8,7%, saindo de US$ 117,29 no mês anterior para US$ 107,14, retornando para um patamar abaixo da máxima dos últimos cinco anos. No entanto, essa é a terceira média mensal consecutiva acima dos US$ 100, demonstrando efeitos consistentes do conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz.

O preço médio nacional mensal de revenda da gasolina nos postos de combustíveis diminuiu de R$ 6,74, em abril, para R$ 6,64, no mês de maio.

O preço médio nacional mensal do diesel S10 registrou uma queda de 3,6% em maio, chegando a R$ 7,18 em comparação com R$ 7,45 no mês de abril, mas ainda acima da máxima dos últimos 5 anos para esse mês (R$ 6,97).

O preço médio nacional do etanol hidratado registrou uma queda expressiva de 7,3%, caindo de R$ 4,66, em abril, para R$ 4,32, em maio, a maior queda registrada em pelo menos dois anos.

Em maio de 2026 o preço médio nacional de revenda do GLP variou de R$ 113,69 para R$ 114,71, um aumento de 0,9%, o que representa estabilidade. Mesmo com variações menores em relação aos demais combustíveis, o preço do GLP segue acima do maior preço médio registrado nos últimos 5 anos para o mesmo período, de R$ 112,86.

Fonte(s) / Referência(s):

Jornalismo AEPET
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