Requião perplexo e indignado com a venda de ações da Petrobrás pelo BNDES
O banco já vendeu R$1,2 bilhão em ações da Copel e teria se desfeito de mais R$ 500 milhões em papéis da Axia, a antiga Eletrobrás.
O ex-governador do Paraná, Roberto Requião, declarou estar "perplexo" com a venda de R$ 3 bilhões de reais em ações da Petrobrás, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.
O maior banco de fomento do país, presidido por Aloízio Mercadante, se desfez também de mais de R$ 500 milhões em papéis da Axia, a antiga Eletrobrás.
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"Enquanto Lula afirma que precisamos nacionalizar e estatizar a Petrobrás, o BNDES faz justamente o contrário", reclama Requião, que também foi senador da República e presidiu o Parlamento do Mercosul.
Em maio, o BNDES iniciou processo de venda de parte de sua participação societária na Petrobrás e na Axia Energia.
O banco também teria vendido, em abril, R$280 milhões em ações da Copel, totalizando R$1,2 bilhão neste ano em vendas de papéis da empresa de energia do Paraná.
Axia, Petrobras, Copel e JBS concentram a maior parcela da carteira da BNDESPar, o braço de participações societárias do BNDES.
O banco provavelmente aproveitou o momento de valorização dos papéis e afirmou que “os recursos irão impulsionar investimentos em novos desafios do país, como inovação, minerais críticos, transição digital, inteligência artificial, saúde, bioinsumos para agricultura e biocombustíveis.”
Em setembro passado, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou a jornalistas que a instituição não pretendia se desfazer da participação na Petrobrás por considerar a companhia estratégica para o país.
Com informações da Reuters
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