Até Donald Trump reclamou do lucro excessivo das petroleiras – na última segunda-feira, criticou as estadunidenses ExxonMobil e Chevron – a reboque da alta dos preços do petróleo devido à Guerra no Irã. Para quem sempre pensa em faturar na esteira de ações do Governo dos EUA, a crítica é um tanto cínica; mas a preocupação de Trump não parece ser os ganhos das petroleiras e sim a impopular alta dos preços da gasolina nos postos.
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O fato é que a disparada do preço do barril de óleo fez algumas das maiores empresas de petróleo do planeta alcançarem lucros recordes no 2º trimestre de 2026. O jornal britânico The Guardian calcula que 8 petroleiras (Aramco, BP, Shell, Equinor, TotalEnergies, Eni, Chevron e ExxonMobil) acumularam lucros de cerca de US$ 90 bilhões em apenas 3 meses:
| Lucro no 2T26 | Alta em relação ao 2T25 | |
| Aramco | US$ 32,69 bilhões | 44% |
| BP | US$ 5,73 bilhões | 124% |
| Shell | US$ 9,84 bilhões | 130% |
| Equinor | US$ 4,8 bilhões | 267% |
| TotalEnergies | US$ 6 bilhões | 67% |
| Eni | US$ 2,65 bilhões | 106% |
| Chevron | US$ 12,1 bilhões | 385% |
| ExxonMobil | US$ 14,5 bilhões | 105% |
O resultado da Petrobras será divulgado na próxima quinta-feira. A equipe de análise da XP estima um lucro líquido de US$ 8 bilhões, o que representaria alta de 70% em relação ao 2º trimestre de 2025.
Não são somente as petroleiras que estão ganhando (muito) mais. Nesta terça-feira, o banco HSBC, com sede em Londres, divulgou que o lucro líquido saltou 68% na comparação anual, para US$ 7,69 bilhões, nos três meses encerrados em junho. Os juros altos, mantidos para segurar a inflação, ajudam a turbinar os ganhos dos bancos.
Os resultados renovaram os pedidos de taxação extraordinária dos lucros (windfall tax), que têm poucas chances de serem atendidos.
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