
Derrotada a família, é hora de derrotar a ditadura do ‘mercado’
Mobilização popular conseguiu derrotar a família filhote da ditadura; agora, tem de apoiar governo para resistir à pressão do ‘mercado’.
Não foram os quase 4,5 milhões de votos de diferença, mas sim a retomada do protagonismo político que marcou a derrota da família Bolsonaro, gerada na ditadura. Ninguém deve se deixar iludir, porém, pela desmobilização da direita, ampliada pela fuga de Flávio e pelas 3 versões da nota em que se declarava o Guaidó brasileiro – recuo que teria sido provocado pela desautorização do governo Trump.
Se o presidente reeleito quiser consolidar a vitória das forças democráticas e progressistas, precisa derrotar a ditadura do “mercado”, esse ser invisível que se pretende onisciente e tenta impor uma política econômica contrária ao resultado das urnas.
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É compreensível que o setor financeiro defenda seus interesses, assim como fazem outros setores. Não é aceitável que, com apoio da mídia tradicional e de analistas, façam essa defesa travestida de “bom-senso” e “política racional”. Como dizia um veterano jornalista investigativo, não confie em quem tem seu dinheiro em jogo.
Um debate franco sobre a condução da economia passa por definição de quais rumos o País pretende seguir; e essa decisão coube aos eleitores, que rejeitaram a tentativa de jogar a conta no colo dos 99%.
Lula se reelegeu defendendo as conquistas sociais e a redução das desigualdades. Aliás, até seu adversário que fugiu teve de se render a essa visão, mudando de opinião como… mudou de país.
Poucas vezes, desde o retorno do fascismo, um governo teve oportunidade tão clara para se consolidar. Se render à ditadura do “mercado” seria o atalho para volta da direita em 2030.
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