Brasil exportou US$ 11,4 bi de minerais críticos em 2025

União Europeia foi o destino de mais de um terço do volume financeiro gerado pelo setor.

Publicado em 15/07/2026
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Minerais críticos (foto Serviço Geológico do BR)

A versão em português do estudo técnico da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), divulgado nesta terça-feira (14), analisou um conjunto de nove minerais que são estratégicos tanto para o Brasil quanto para a União Europeia, com o objetivo de indicar áreas de possível complementaridade. Cobre, nióbio, silício, níquel, lítio, grafite, terras raras, fosfato e potássio foram o foco da análise.

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Desse conjunto de minerais, incluindo suas cadeias produtivas, foram US$ 11,4 bilhões em exportações do Brasil, das quais US$ 4,3 bilhões foram destinadas ao mercado europeu. Isso significa dizer que a União Europeia absorveu 37,6% das exportações brasileiras desses nove minerais críticos, em 2025.

O documento mapeia, ainda, os fluxos de comércio ao longo das respectivas cadeias, instrumentos de incentivo governamental e projetos relacionados a minerais críticos em prontidão para receber investimentos estrangeiros.

Em razão das vastas reservas em diversos desses minerais, o Brasil figura como fornecedor estratégico para atender à expansão global da demanda gerada pelos processos de transição energética, digitalização e segurança das cadeias globais de valor.

Nesse contexto, e tendo em vista a busca da União Europeia por diversificação de fornecedores, o estudo indica haver espaço para parcerias mutuamente benéficas. Marcos regulatórios e programas de financiamento específicos da União Europeia, como o Critical Raw Materials Act (CRMA), a iniciativa Global Gateway e a European Raw Materials Alliance (ERMA) podem servir de base para esse fim. Além disso, a recente conclusão do Acordo Mercosul-União Europeia e a matriz energética brasileira — predominantemente renovável — atuam como fatores que reforçam a posição do Brasil como receptor de investimentos de longo prazo em cadeias de minerais críticos.

Agregação de Valor

O relatório técnico aponta que as perspectivas de cooperação econômica não se restringem à atividade extrativa primária. Existe potencial mapeado para a ampliação das etapas de processamento, refino, transformação industrial e fabricação de produtos de maior valor agregado em território brasileiro.

Para dar suporte ao desenvolvimento de projetos nestas fases da cadeia, o mercado nacional dispõe de mecanismos de financiamento institucional que incluem linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), debêntures incentivadas e programas vinculados à Nova Indústria Brasil (NIB) e ao Novo PAC.

O portfólio de oportunidades estruturado pela ApexBrasil, em parceria com o IBRAM, para investidores internacionais abrange projetos em diferentes estágios de maturação, desde a pesquisa e exploração mineral inicial até o beneficiamento químico e industrial. Os segmentos de terras raras, grafita, cobre, níquel, cobalto e potássio são listados como os principais eixos para a captação de recursos e transferência de tecnologia nos próximos anos.

Fonte(s) / Referência(s):

Jornalismo AEPET
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