As fortes oscilações dos preços dos contratos futuros de barril de petróleo nos mercados internacionais – que atingiram uma máxima de US$ 120 no final de semana, cedendo para US$ 98 na segunda-feira e US$ 88 nesta terça-feira, podendo disparar novamente amanhã – deveriam ser motivo de reflexão para aqueles que, por inocência ou por desinformação, ainda acreditavam que o petróleo seria uma mera commodity.
“O que está acontecendo, diante da nova geopolítica global, refletindo no comportamento de preços e no risco desabastecimento de muitos países, joga por água abaixo, essa teoria tosca e manipulada que alguns ainda defendiam no Brasil”, critica Wagner Victer, ex-secretário de Energia e Petróleo do Estado do Rio de Janeiro.
“O que vemos fortalece, de forma inconteste, a importância de termos uma empresa de petróleo estatal, como a Petrobras, atuando no Brasil com uma forte produção de petróleo interna associada à capacidade de refino, evitando a volatilidade de preços e, principalmente, garantindo o abastecimento, enquanto alguns segmentos e refinarias que foram privatizadas não demonstram comprometimento com o abastecimento nacional e já estão explodindo os preços”, prossegue o especialista.