Petrobrás anuncia mudanças na Diretoria Executiva

Anúncio foi feito nessa segunda-feira (06) e deverá ser apreciada pela Assembleia Geral Ordinária em 16 de abril

Publicado em 07/04/2026
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A Petrobrás anunciou uma série de mudanças em sua liderança, reformulando tanto seu conselho de administração quanto sua gestão executiva, em meio a uma transição crítica de governança.

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A empresa confirmou que seu conselho de administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente, substituindo a liderança anterior em caráter interino até a próxima assembleia geral de acionistas. A medida segue divulgações anteriores no final de março e sinaliza ajustes contínuos na cúpula da estrutura de governança da empresa.

Em nível executivo, a Petrobrás aprovou a saída imediata de Claudio Romeo Schlosser do cargo de Diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados. Ele será substituído por Angélica Laureano, cuja nomeação entra em vigor em 7 de abril e vigora até abril de 2027, sob mandato unificado.

Em paralelo, William França, atual Diretor Executivo de Processos e Produtos Industriais, assumirá temporariamente responsabilidades adicionais na supervisão da Transição Energética e Sustentabilidade. Essa mudança ocorre após a transição de Laureano para sua nova função e reforça o esforço da Petrobras em manter a continuidade de sua estratégia de transição energética durante a reestruturação da liderança.

As mudanças se estendem ainda mais à estrutura de governança da Petrobrás. O governo federal brasileiro, acionista controlador da empresa, indicou o economista Guilherme Santos Mello para integrar o conselho, substituindo Bruno Moretti. O governo também indicou que Mello deve ser considerado para o cargo de presidente do conselho, com uma decisão formal prevista para a assembleia geral anual da empresa, marcada para 16 de abril.

Mello traz consigo uma significativa experiência em políticas públicas e finanças. Atualmente, ocupa o cargo de Secretário de Política Econômica no Ministério da Fazenda do Brasil e exerce funções de liderança em importantes instituições estatais, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Pré-Sal Petróleo SA. Sua formação acadêmica e seus vínculos com o governo destacam a contínua influência de Brasília sobre a direção estratégica da Petrobrás.

.A empresa tem enfrentado mudanças recorrentes na liderança, atreladas às alterações no cenário político brasileiro, o que frequentemente resulta em recalibrações de sua estratégia de investimentos, políticas de preços de combustíveis e prioridades de alocação de capital.

A mais recente reestruturação sugere que a Petrobras está se posicionando para a próxima assembleia de acionistas, onde uma direção estratégica mais ampla – incluindo seu papel na transição energética do Brasil e o foco em investimentos na exploração e produção – poderá ser definida com maior clareza.

Fonte(s) / Referência(s):

Jornalismo AEPET
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