As bombas da Vibra e demais distribuidoras atingem o bolso do brasileiro

Publicado em 19/03/2026
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Em menos de 3 dias, o preço da gasolina subiu de R$ 6,49, para R$ 6,79. Foto: Alex Prado

A foto que ilustra esta matéria foi feita no mesmo posto de combustíveis da Vibra, que mantém o direito de usar o nome da Petrobrás, na Avenida Atlântica, na manhã desta sexta-feira, (19). Leia: “O escárnio da Vibra e demais distribuidoras”. Se o preço do diesel ficou inalterado, o da gasolina passou de R$ 6,49 para R$ 6,79. Antes dos ataques dos EUA e Israel ao Irã, o preço era de R$ 6,19. Como justificar isto?

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Na raiz de tudo está a venda da BR Distribuidora, no governo Bolsonaro e também das Refinarias de Mataripe e do Amazonas. Sem estes ativos, a Petrobrás perdeu sua capacidade de interferir no valor cobrado nos postos. No caso do diesel, especificamente, mesmo com o aumento de 11% praticado pela Petrobrás, o governo editou medida provisória que prevê uma redução do litro entre R$ 0,60 e R$ 0,70, com a retirada do PIS e Cofins e o estabelecimento de imposto de exportação de petróleo bruto.

O diesel é sim, a grande preocupação do governo e da Petrobrás. Cerca de 30% deste combustível é importado. Por isso, ação rápida do governo. Mas infelizmente, a redução ainda não chegou aos postos, o que afeta toda a economia do país. Já há, inclusive, ameaça de greve dos caminhoneiros.

Mas o aumento no preço da gasolina é totalmente injustificado, uma vez que as refinarias da Petrobrás produzem o suficiente para o abastecimento do mercado interno. Trata-se de um oligopólio privado, que está engordando ainda mais suas gordas margens de lucro.
Veja abaixo:

Ou seja, a Petrobrás vende a gasolina a R$ 1,18, mas a margem de lucro de distribuição e revenda é de 22,1%!
Trata-se de uma “bomba” inteligente, capaz de atingir certeiramente o bolso do consumidor.

Leia também: "Exportar Petróleo, Importar Inflação: O band-aid do governo na fratura colonial", de Felipe Coutinho, presidente da AEPET.

Alex Prado
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