O escárnio da Vibra e demais distribuidoras

É preciso que a redução do preço do diesel, anunciada pelo governo, chegue aos postos, e não na margem de lucro das distribuidoras

Publicado em 16/03/2026
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No mesmo posto, há uma semana, o preço da gasolina era R$ 6,19. Foto: Alex Prado

A foto que ilustra esta matéria foi tirada domingo (15), num posto de combustíveis na Avenida Atlântica. Na semana passada, nesse mesmo local, o preço da gasolina era de R$ 6,19, valor que se manteve inalterado mesmo depois da Petrobrás ter reduzido o valor em suas refinarias em 5,7%, no dia 27 de janeiro. Ou seja, a cadeia de distribuição não repassou aos consumidores finais a redução. E com escárnio a placa ainda diz que o preço "baixou".

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Agora, o que vemos é um movimento coordenado que levou ao aumento nas bombas, tanto da gasolina como no diesel. As refinarias brasileiras produzem gasolina suficiente para abastecer o mercado brasileiro. Ou seja, não precisam importar nem petróleo nem o combustível. O calcanhar de Aquiles da produção nacional é para atender à demanda de óleo diesel e de “gasolina” para a aviação. Mesmo com o aumento no diesel pelas refinarias da Petrobrás de 11%, na semana passada, depois de 400 dias sem reajuste, o anúncio do governo da renúncia fiscal de PIS e Cofins sobre o preço do diesel (compensado pela recriação do imposto sobre a exportação de petróleo, pode significar uma redução do diesel nos postos de até R$ 0,70 por litro.

Felipe Coutinho, presidente da AEPET apresentou uma análise criteriosa sobre este cenário no artigo “Exportar Petróleo, Importar Inflação: O band-aid do governo na fratura colonial

Entretanto, o que se tem visto, desde o início das agressões dos EUA e Israel ao Irã, e a consequente resposta militar dos iranianos. É um movimento coordenado pelos distribuidores de combustíveis de aumentar os preços da gasolina e do diesel, mesmo diante as atitudes da Petrobrás e governo para minimizar os impactos negativos da volatização nas cotações internacionais do petróleo.

Isso se deve, principalmente, pelo crime de lesa-pátria que foi a venda pelo governo anterior da BR Distribuidora, inclusive dando à Vibra, que adquiriu a BR, de utilizar o nome da Petrobrás por 10 anos. Isso leva os consumidores a acusarem a empresa estatal pelo movimento altista. Sem a BR, a Petrobrás não tem mais nenhum instrumento para interferir no preço praticados nos postos.

A preocupação agora é saber se a medida do governo levará a redução dos preços do diesel na bomba, para o consumidor final. Pela postura adotada pelas distribuidoras até agora é possível, mais uma vez, que elas embolsem os R$ 0,64 centavos de diminuição previstos pelo governo, na sua já altíssima margem de lucros.

Alex Prado
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