Diversidade do Brics é um de seus principais pontos fortes

Especialista destaca que Brics evoluiu de uma cúpula anual e se tornou plataforma de cooperação permanente do Sul Global.

Publicado em 11/09/2026
Compartilhe:
Ministro e funcionários do Governo da Índia apresentam logo do Brics 2026 (foto Governo da Índia)

A diversidade dos países que integram o Brics — e a visão de que suas diferenças políticas e econômicas poderiam levar ao fracasso —, é um de seus principais pontos fortes. “Acredito que esse seja um ponto forte do Brics”, afirmou Jhonathan Mattos, especialista brasileiro em Relações Internacionais.

Ele destaca que o grupo construiu uma identidade global baseada em suas diferenças e buscou promover um projeto voltado ao desenvolvimento e à prosperidade globais.

Receba os destaques do dia por e-mail

Cadastre-se no AEPET Direto para receber os principais conteúdos publicados em nosso site.
Ao clicar em “Cadastrar” você aceita receber nossos e-mails e concorda com a nossa política de privacidade.

Na visão do especialista, essa expansão poderia fomentar novas iniciativas e mecanismos de cooperação, consolidando o Brics como uma plataforma de coordenação para as nações do Sul Global e como um ator cada vez mais relevante na transformação da ordem internacional.

O Brics está evoluindo de uma cúpula anual para um processo permanente de cooperação e de construção de alternativas ao atual sistema internacional, explicou Mattos, em entrevista à agência de notícias Xinhua antes da 18ª Cúpula do grupo — agendada para o próximo fim de semana em Nova Délhi.

Mattos destacou que inúmeras reuniões de alto nível ocorreram no último ano entre ministros dos países-membros em áreas como juventude, ciência e tecnologia e finanças.

“Há processos em andamento e acredito que, à medida que o bloco cresce, novas alternativas e medidas surgirão”, observou o especialista, que possui doutorado em Relações Internacionais e especialização em Economia Política Internacional.

O papel do NDB e do Brics para Sul Global

Ele ressaltou o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), sediado em Xangai, como uma estrutura institucional voltada para o desenvolvimento de longo prazo e a construção de infraestrutura, bem como para a promoção de novos mecanismos de financiamento e pagamento.

Segundo Mattos, esses mecanismos podem ajudar a reduzir a dependência do dólar e ampliar as alternativas financeiras disponíveis para as nações do Sul Global.

“Tanto o Novo Banco de Desenvolvimento quanto o aprofundamento da cooperação entre os países do Sul Global são mecanismos cruciais para o sucesso desse processo”, afirmou.

O especialista também destacou o papel significativo que o Brics desempenha diante do crescente protecionismo e das tensões no comércio internacional — uma situação que, em sua visão, agravou-se durante a administração do presidente Donald Trump.

Nesse contexto, ele argumentou que os países-membros — tanto individual quanto coletivamente — podem ajudar a impulsionar a reforma da governança global e promover uma maior democratização nas instituições internacionais e multilaterais.

“Como núcleo da reforma da governança global, o Brics tem um papel fundamental a desempenhar”, disse Mattos, acrescentando que o grupo poderia se tornar uma “força motriz” para tais mudanças.

Fonte(s) / Referência(s):

Marcos de Oliveira
Compartilhe:
guest
0 Comentários
Mais votado
Mais recente Mais antigo
Feedbacks Inline
Ver todos os comentários

Gostou do conteúdo?

Clique aqui para receber matérias e artigos da AEPET em primeira mão pelo Telegram.

Continue Lendo

Receba os destaques do dia por e-mail

Cadastre-se no AEPET Direto para receber os principais conteúdos publicados em nosso site.

Ao clicar em “Cadastrar” você aceita receber nossos e-mails e concorda com a nossa política de privacidade.

0
Gostaríamos de saber a sua opinião... Comente!x