Ataques a oleodutos sauditas e impasse em Ormuz elevam ainda mais os preços do petróleo

Escalada de hostilidades no Oriente Médio paralisa negociações diplomáticas e trava rotas estratégicas de escoamento, enquanto Trump ameaça: "Os países do mundo, que não nos ajudaram em absolutamente nada, deveriam e vão reembolsar os Estados Unidos quando essa farsa de guerra acabar"

Publicado em 14/09/2026
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Estreito de Bab A-Mandeb

A combinação de fracasso diplomático, ofensivas com drones contra infraestruturas vitais e a tomada de rotas marítimas estratégicas desencadeou um novo choque de oferta no mercado global de energia. A suspensão de uma reunião decisiva em Omã entre países do Golfo e o Irã — somada ao avanço militar nos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandeb — empurrou as cotações do petróleo Brent para além dos US$ 108 por barril, enquanto o gás natural na Europa registrou alta de 6%, atingindo os maiores patamares desde a crise de 2022.

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O cancelamento do diálogo diplomático ocorreu em meio ao agravamento direto dos confrontos. No Iêmen, rebeldes houthis dispararam mísseis contra a base aérea King Khalid, na Arábia Saudita, em resposta a centenas de ataques aéreos na região.

A situação ganhou contornos mais críticos com o avanço dos houties sobre as ilhas de Perim e Pequena e Grande Hanish, no estreito de Bab al-Mandeb. O domínio simultâneo dessas duas passagens concretiza o que analistas internacionais classificam como o cenário mais severo de estrangulamento logístico já registrado.

Gargalo na Infraestrutura Saudita

A crise atingiu o abastecimento terrestre após um ataque por drones danificar o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita. Capaz de movimentar até 7 milhões de barris por dia, a estrutura era a principal alternativa de escoamento terrestre para contornar o Estreito de Ormuz até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho.

Impasse Político Internacional

Diante da gravidade dos acontecimentos, Riade solicitou intervenções militares diretas dos EUA contra alvos houthis durante encontros entre o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman e autoridades do comando estadounidense. A administração em Washington, no entanto, limitou a resposta imediata ao compartilhamento de inteligência.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ao contrário do que dizem diplomatas, afirmou que o petróleo "volta a fluir" no estreito de Ormuz e ainda ameaçou cobrar reembolso pelas despesas estadunidenses com a guerra que ele próprio começou.

Em publicação na sua própria rede social, Trump afirmou que os EUA estão agindo "muito mais pelos outros do que por nós mesmos" e criticou países que, segundo ele, não ajudaram Washington durante a crise.

"Os países do mundo, que não nos ajudaram em absolutamente nada, deveriam e vão reembolsar os Estados Unidos quando essa farsa de guerra acabar", escreveu.

Com informações de Reuters, Oilprice.com, CNN e G1

Alex Prado
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